sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O CHAMADO DA ALMA

A vida é um processo de mudanças constantes. Algumas pessoas não se dão conta e acreditam que suas vidas precisam ser estáveis. Aliás, muitas buscam a estabilidade porque essa condição, dá a falsa impressão de segurança. Mas a estabilidade é somente parte de um processo que, na verdade, tem movimento. Porque a vida é movimento. 

AÇÃO, ESTABILIDADE, MUDANÇA

Em tudo na vida essa é uma dinâmica que precisa acontecer. Quando paramos em algum desses estágios, desencadeamos desequilíbrios. Ação demais; estabilidade excessiva; mudanças sem propósitos. Por isso, a vida é esse constante empreender; criar; consolidar; estabilizar; rever valores; mudar e voltar à ação, para estabilizar novamente, e assim, num continuum.

As mudanças são muitas na vida, mas a mais significativa, no meu ponto de vista, é aquela que vem da alma. A alma aquela parte de nós que fica nos bastidores, e que enfrenta desafios diante da matéria. A matéria que seduz e nos prende nos véus da ilusão. O Maya dos Hindus (sânscrito माया, māyā). A alma, essa sabedoria que habita em nós e que somos nós. 

O chamado da Alma é inconfundível, mas às vezes, temos dificuldades em reconhecê-lo ou, em aceitá-lo. Ele pode surgir como uma pequena insatisfação. Coisas, até então valorizadas, perdem o sentido, já não tem a mesma importância e não fazem mais acender o coração. Pode surgir um sentimento de fora de contexto, nos lugares que você frequenta; nos hábitos que você prática; nos gostos e, em tantas outras coisas. Algo em você parece que não se encaixa, como se o seu corpo estivesse dissociado da sua alma. Você pode não dar atenção a princípio e acreditar que é algo passageiro, mas se persistir, não se engane; prepare-se, pois mudanças estão a caminho.  

A grande resistência nessa mudança é, que geralmente, ela causa impactos na mente. Essa parte de nós capaz de criar mundos fantásticos, mas também de nos manter presos a velhos hábitos, condicionamentos e crenças que não servem mais. E quando ela teima em manter os velhos valores, borá lá resistir e não dar trela para a tal insatisfação. 

Mudar exige sempre um abrir mão de alguma coisa, talvez até abandonar um estilo de vida. Não dá para ficar com tudo porque a vida é uma troca. É preciso se esvaziar de algo para abrir espaço. Como um armário cheio, se quiser roupas novas terá que doar as velhas. Esse desprender pode ocasionar atrasos, pois precisamos de tempo para elaborar. Mas a alma não tem pressa, afinal ela tem a eternidade. Ela segue o seu ritmo e não se atém aos limites da vida humana. Por isso cedo ou tarde, os véus se rompem e a mente se vê capaz de vislumbrar o novo. Quando a alma quer mudar, a matéria não tem forças para resistir ao tempo. Pode até resistir por um tempo, mas não pode resistir para sempre. 


A mudança que vem da alma é sempre a mais importante. Quando a sentir não lhe dê as costas, por mais absurdo que o caminho possa parecer para você. Se algo piscar muitas vezes em sua direção, ao longo de um período ou, mais de uma vez, ao longo da vida, não espere até o próximo chamado. Não arrisque ter que esperar muito pela próxima oportunidade.
De qualquer forma, enquanto você luta contra o inevitável, a sua alma está trabalhando, e ela não vai perder tempo, vai trazer tudo o que você precisa para ajudá-lo a quebrar as resistências. Vai buscar os meios de fazê-lo perceber que é hora de mudar. Eles podem vir através da perda de um emprego; da ruptura de um relacionamento, de antigas amizades que se afastam ou, pode vir através de coisas que chegam a você, despertando o seu sentido para uma nova direção. Quando a mudança o pega desprevenido, significa que ela já estava apontando há muito tempo, mas você recusou em aceitar. Por isso, atenção a sua volta e, principalmente, ao dentro de você. Ouça as suas necessidades, os seus anseios, o que o faz feliz. Isso vai ajudá-lo a se preparar melhor, para deixar as mudanças acontecerem.

Se você for conectado e alinhado com as suas necessidades, provavelmente, vai pegar rápido as "deixas" do Universo. E a sintonia com a mudança fará com que as coisas fluam, oportunidades surjam, fatos aconteçam. O caminho vai se abrir, mas vai pedir novos aprendizados, esforço e dedicação. As flores geralmente vem depois. Mas isso não será um peso, se você estiver no caminho certo. 

O novo caminho pode acontecer em qualquer idade, e não dá para dizer que é mais fácil aos 20 ou aos 50, tudo vai depender do quanto se é apegado ao que se tem, e ao modo de vida que se leva. Mudar pode ser uma brisa gostosa no rosto em uma tarde de primavera ou, uma guerra de mundos dentro de nós. Mas é certeiro, quando ouvimos o chamado da alma nos tornamos pessoas melhores, mais bonitas, mais de bem com a vida e, cercados de coisas que nos enriquece de uma riqueza que não tem valor monetário. 


Tantas histórias já contadas de pessoas que abandonaram suas vidas confortáveis e empregos estáveis, para seguir em direção a uma busca interior. Para muita gente isso é um grande absurdo, uma loucura. Mas quem sabe seja essa “loucura” um atributo da alma livre, um recurso de coragem para enfrentar o mundo da forma e empreender a mudança. Um arroubo, que as pessoas em alguns momentos da vida não podem compreender. Mas não se preocupe, a sua vez vai chegar e ai você vai entender. 

Se você se sente insatisfeito e ainda não sabe a direção e o caminho a seguir, prepare-se. Construa o seu chão e sintonize-se para quando chegar a hora. No momento exato o Universo vai sinalizar e, quando acontecer, acolha com alegria a sua chegada, é sinal de que você está pronto para seguir um novo caminho.



Texto de Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ASTROLOGIA - O que explica as diferenças entre pessoas do mesmo signo

Você já ouviu esse comentário? 

"Eu não tenho nada do meu signo solar. Ou então: Sou do mesmo signo de fulano e somos tão diferentes. Isso tudo é bobagem, não sei como tem gente que perde tempo com isso."

Com o intuito de ajudar na compreensão desse dilema astrológico, vou explicar o que pode promover essa aparente diferença entre pessoas nascidas no mesmo Signo Solar. Ela começa justamente no nome: "Signo Solar". Ele é o signo onde o Sol transitava no momento do nascimento. Então quando alguém diz que é do signo de Aquário, ela quer dizer que, quando nasceu, o Sol estava nesse signo.

O Sol representa a nossa identidade, a nossa essência, o motivo de estarmos aqui. Ele é o carro chefe dessa comitiva que leva consigo mais nove corpos celestes, e é sem dúvida, o personagem principal nesse cenário astrológico. Mas para que sua expressão se torne completa, outras sutilezas do ser também precisam se expressar. Por isso é correto dizer que temos no mapa vários signos, como por exemplo: o signo Ascendente, o signo da Lua, o signo de Vênus etc. E é aí que as diferenças se apresentam e que podem dificultar a percepção da natureza Solar. Essa alquimia planetária pode nos dar a impressão de que pessoas do mesmo signo são diferentes ou, até mesmo dificultar uma pessoa em identificar-se com o seu próprio signo. Neste último caso, vale acrescentar que o sol, que é nossa identidade, vai se revelando aos poucos à medida que amadurecemos. Por isso pode não ser tão claro na primeira fase da vida. Outros caminhos precisam ser percorridos até que as qualidades do sol se apresentem em sua totalidade.

As qualidades do signo do Sol revelam os propósitos da nossa alma, mas nem sempre sua natureza combina com o nosso modo de agir, de amar, de pensar e de sentir. Essas particularidades são expressas por outros planetas que podem estar, ou não, no mesmo signo do Sol. A saber:

1. Ação – planeta Marte;
2. Afetividade e valores - signo onde se encontra Vênus;
3. Reações emocionais, condicionamentos - Signo onde temos a nossa Lua; 
4. Mental, modo de pensar, aprendizado - Signo onde está o planeta Mercúrio;
5. Ascendente - como nos colocamos no mundo, nosso corpo físico.

Esses quatro planetas, chamados de pessoais mais o ascendente, podem modificar o modo como o Sol encontrará canal para se manifestar. O propósito solar será o mesmo para os que nascerem no mesmo signo, mas as abordagens nem sempre serão. Como um corpo, nossa estrutura biológica é a mesma, mas isso não nos torna iguais, apenas semelhantes. Assim é o mapa astrológico, a estrutura é a mesma, mas o modo como ela se apresenta e se manifesta nem sempre será.  

Um mês, trinta graus, um signo solar, nove corpos celestes, doze signos, doze casas, aspectos, ascendente e mais. Elementos que se misturam e que vão se transformando a cada minuto numa dança planetária ininterrupta e, em um dos passos dessa dança, nascemos. Uma dança que acontece em tempos diferentes para cada planeta, refletindo  nos comportamentos de cada pessoa e em cada geração. Somado a isso temos ainda os fatores externos, tais como a sociedade e a cultura da época em que nascemos. E para completar, um item que não pode ficar de fora e que considero o mais importante: a maturidade espiritual. Está em especial é a chave mestra para o bom uso das energias apresentadas no mapa. Isso talvez esclareça um pouco a questão com relação às pessoas nascidas no mesmo momento. O fato de recebermos o mesmo “presente cósmico”, não determina o mesmo uso disso que se recebeu. A bagagem espiritual e o livre-arbítrio é quem irá definir como esse presente será utilizado. E isso com certeza não é pouca coisa. Como na parábola dos talentos, ou seja, o que fazemos com o que recebemos é de inteira responsabilidade nossa. Cabe a cada um aproveitar com sabedoria o que recebeu. 

Diante disso dá para perceber que a complexidade astrológica é apenas um reflexo da própria complexidade humana, e para ser compreendida precisa de estudo e esforço. Ela é um caminho como muitos para se chegar a uma melhor compreensão de nós mesmos e, tudo que nos leva para mais perto de nós, não pode e nem deve ser deixado de lado. Somos ensinados a ter fé, mesmo em coisas que nunca vimos. Bebemos das águas dessas fontes que alimentam o espírito e acreditamos assim mesmo, sem ter como provar. É o ato de fé. A Astrologia é uma dessas fontes e, no caso dela, não existe a necessidade de fé, basta estudar e conhecer para compreender a sua força e validade na vida da gente.

Então se você tem dificuldade em identificar-se com as qualidades do seu signo solar, entre em um site de Astrologia e levante o seu mapa. Certifique-se de que a hora do seu nascimento está correta e, talvez você descubra, a título de exemplo que o seu Sol tímido e sensível em Peixes tem como assistentes uma Vênus em Aires, um Marte em Aquário, uma Lua em Sagitário e um Ascendente em Leão. Todos, signos masculinos e de ação, trabalhando na realização desse signo intuitivo de água que é Peixes. As combinações podem ser as mais variadas.

Perceber o Sol é uma tarefa que pode levar tempo, um processo de interiorização que a sociedade moderna não favorece. Quando alguém diz para ouvir a voz do coração, é ouvir simbolicamente esse Sol. Esse astro que rege o signo Leão e, que não por acaso, rege o próprio coração. Por isso não se preocupe, se você ainda não se identifica com o seu sol, no tempo certo ele irá se revelar. Talvez ele não seja o que você imaginou, mas com certeza será o que você mais precisa para ser feliz. 


Texto de Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

quinta-feira, 25 de julho de 2013

UM DIA DE CADA VEZ


Outro dia em uma conversa informal, ouvi falar sobre os Sadhus da Índia. Isso me fez refletir sobre a vida frenética e urgente que vivemos; sobre as pressões e as ansiedades; os medos e as incertezas da alma.

Sadhu tem muitas traduções, entre elas: gentil, honesto, puro, pacifico. Mas também refere-se ao Homem sábio, santo, vidente. Eles acreditam na eternidade da alma, na vida após a vida; na multiplicidade de experiências ou reencarnação como conhecemos. Suas vidas são de desprendimento, o agora parece tudo o que possuem. Não se prendem a bens materiais e suas necessidades se resumem ao pão de cada dia. Comem pouco, alimentam-se basicamente de raízes, frutos secos e de donativos ofertados. “Os Sadhus dizem que cada um deve buscar a felicidade dentro de si mesmo e que o maior poder é Deus e que está em todos os Homens.” A favor deles a eternidade, que lhes permitirá viver as muitas experiências necessárias a alma. E a favor de nós, quer acreditemos nisso ou não. 

Aqui não cabe nenhum julgamento ao modo de vida dos Sadhus, se essa vida é boa ou ruim é tudo uma questão de perspectiva. Meu foco é sobre a eternidade da alma e o quanto esse pensamento pode ser libertador, se você se abrir para ele. Mas com certeza os Sadhus tem muito que ensinar, através dessa vida desprendida que levam. 

Os Sadhus vivem uma vida simples, não parecem temer o futuro ou apegarem-se ao passado. A vida que levam é apenas mais uma, das muitas que irão experimentar ao longo da jornada da alma. Pensar dessa forma tira um peso, mesmo que momentaneamente dos ombros, e nos habilita a reconhecer o quanto a vida é abundante, mesmo diante da escassez da matéria. Entender que, pelas leis da eternidade, não precisamos nos preocupar tanto com o futuro e nem nos apegarmos ao passado. Que tudo o que importa é a vivência do agora. Que as angústias da alma por coisas que fizemos ou deixamos de fazer, só nos levam a carregar fardos desnecessários. Por isso, não há motivos para lamentarmos pelo que foi ou não foi. A vida nos permite sempre, uma nova oportunidade de vivenciar. Que o agora é tudo que realmente temos, e é nele que devemos depositar o tudo que somos. 


Os Sadhus revelam sem nada dizer, que existem poucas coisas com as quais precisamos realmente nos preocupar, e que a vida é uma benção eterna. Com isso penso que tudo o que temos de acréscimo na vida material, deve ser usado com sabedoria, conscientes de que nada realmente nos pertence. Que os apegos só nos trazem mais medos, e aumentam uma bagagem que não poderemos levar conosco. Pensar que a alma terá muitas oportunidades de experimentar a vida, de muitas formas e em muitos lugares, me faz perceber que não existe necessidade de pressa, para ir ou chegar, pois o amanhã para a minha alma é eterno. Que a vida se assemelha a um jogo de xadrez, e em cada vivência ocuparemos um lugar diferente nesse tabuleiro e, às vezes, mais de um lugar ao longo da mesma vida. Cavalos, Bispos, Torres, Peões, Reis ou Rainhas não importa. Eles são apenas o que são, personagens temporários em nossa existência, nesta vida de aventuras pela eternidade. 

Sei que muitos irão dizer que essa maneira de viver é uma utopia. Mas a verdadeira proposta é semear. Mesmo dentro de mim esse pensamento ainda é uma semente. Mas sei que um dia no futuro, não importa quando, eu estarei pronta para vê-la brotar. Enquanto isso, é aprender a relaxar e procurar viver um dia de cada vez e, em cada um desses momentos se entregar por inteiro, para aproveitar tudo o que esse breve instante, dentro da eternidade, pode nos oferecer.  


Texto de Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Guerreiro está em casa



Na madrugada do dia 12 de março, Marte entrou no signo de Áries onde vai ficar até o dia 19 de Abril. Marte em Áries está "domiciliado", ou seja, no signo do qual ele é regente. O guerreiro está em casa, lugar onde pode expressar com mais naturalidade as suas características.

Iniciativa, autoconfiança, independência, ousadia, competição, impulsividade, instinto e agressividade, essas são algumas das palavras chaves do nosso guerreiro marciano.

Durante esse tempo as coisas estarão em um ritmo acelerado e, essa energia vai se expressar, justamente, na casa onde você tem o signo de Áries no seu mapa pessoal. O setor da sua vida onde Áries predomina, é onde você vai sentir mais a sua presença. Se houver aspectos positivos, você terá uma energia extra para tomar atitudes e avançar, se ao contrário, existirem aspectos desarmônicos, essa energia pode ser canalizada negativamente e, isso, vai exigir uma atenção dobrada para nãos criar tensões. 

Procure observar onde você percebe essa tensão. Se a energia do lugar estiver parada, Marte vai querer fazê-la sair, e daí, se encontrar resistência as coisas podem ficar difíceis. 

Esta é uma oportunidade de, ao invés de chutar a porta ou, atirar antes de perguntar quem é, pensar sobre como está conduzindo essa área da sua vida, com isso talvez você consiga usar essa energia de uma maneira mais construtiva e a seu favor. 



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Estrela Guia

Que esse seja o nosso MANTRA para o novo Ciclo.Sigamos a estrela Guia que vive em nós. Nossa força. Nossa luz. Nossa guia. Estrela que brilha sempre, intensamente, dentro dos nossos corações. Ela que nos ampara e protege e afasta de nós a escuridão. 


Feche os olhos e respire profundamente. Pouse suavemente as mãos sobre o coração e sinta as batidas que conduzem você aos mais puros anseios da alma. 

Ponha-se em silêncio para ouvir a voz do coração, que nos fala sem palavras. Ele sabe o caminho a seguir.  Permita-se seguir o seu chamado. Conecte-se a sua sabedoria, assim você poderá ouvi-lo e compreender a sua voz.  

Que nossa luz brilhe intensamente, iluminando o nosso caminho e o caminho de todos que tocarmos, promovendo alegrias e bençãos até aonde ela chegar. 

Estrela Guia que nos guia infinitamente, pelo tempo e pelo espaço, no aqui e agora, no amanhã e no sempre. 



Texto de Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional