segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

2012 E O FIM DO MUNDO


Meu amigo cético disse no início do ano: 2012 chegou e o mundo não acabou. Essas palavras coçaram a minha mão e agitaram a minha cabeça, por isso estou aqui escrevendo estas linhas.  Uma boa maneira de começar o ano e recomeçar o meu blog, que já fazia muito tempo não escrevia.  Claro que o comentário dele é o arremate de um adorável cético para toda aquela polêmica do fim do mundo que, segundo o Calendário Maia, vai deflagrar em 21 de dezembro deste ano. Por isso poderia dizer a ele com um sorriso nos lábios: Calma o ano ainda não acabou.

Como Astróloga, acredito em períodos e ciclos favoráveis ou desfavoráveis, nos quais podemos nos guiar para agir em conformidade com eles e tirar o melhor proveito. Mas quando ouço sobre datas para o fim do mundo, filmes entre outras coisas eu me pergunto: O que importa a data para o fim do mundo?  No que isso muda as nossas vidas, tirando o óbvio? Por que tanta expectativa com algo que cedo ou tarde vai acontecer para cada um? É interessante ver como essas datas, colocadas como ponto focal de uma grande mudança ou mesmo de destruição, provoca reações tão diversas. E tem muita gente ainda presa a elas, na expectativa de ver alguma coisa mudar. 

Creio que por trás dessa ansiedade exista um desejo de que algo fantástico aconteça, e quem sabe com isso o mundo se torne um lugar melhor para viver. Seria maravilhoso se fosse assim simples: O mundo acaba e finalmente a paz. Acreditar que haverá uma paz para além das cortinas do fim do mundo, ou que ele mudará de cor porque uma data chegou, parece um tanto ingênuo. Pautar nossas vidas em fatores externos para que uma mudança aconteça, sem que ergamos um dedo se quer, não irá promover milagres. Se não fizermos nada para conquistar a paz, o que nos faz pensar que uma data poderá fazê-lo?

Mesmo que exista um propósito divino em datas e ciclos, eles resultarão em nada se não fizermos algo a respeito. O céu pode nos apontar uma estrela, mas se você ficar apenas olhando para ela, nada vai acontecer. É preciso trabalhar o Homem interior e tomar consciência de cada pensamento e ato que projetamos para o mundo. Não haverá uma data, nem um salvador capaz de nos dar aquilo que deve ser buscado por nós.

A data do fim do mundo é um chamado simbólico a mudança, a transformação e a conquista de uma nova percepção de nós mesmos, do mundo e dos nossos propósitos dentro dele. A história nos ensina sobre as muitas revoluções que já vivemos em direção a evolução da humanidade, é momento para uma nova revolução: A Revolução Interior. E que ela seja em prol de um ser humano melhor, de um você melhor e com isso, de um mundo melhor. E deixemos o fim deste mundo, para aqueles que já morreram.

2012 pode ser muitas coisas, mas principalmente o que você fizer dele.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

Um comentário:

  1. Acredito que a supervalorização do tema pelas pessoas é devido a atração que o ser humano tem pelas catastrofes naturais e humana. Visto pelos jornais e telejornais q ficam semanas falando sobre o sofrimento alheio e ganham IBOPE por isto.
    O medo vem pelo desconhecido, tudo o que não conhecemos nos aflige e com a morte não poderia ser diferente. Se as pessoas fossem mais coerentes com elas mesmas não precisariam se amedrontar e as tragédias não teriam este foco todo. Afinal, o fim pode ser apenas o começo!

    Seu blog está / é lindo!
    Parabéns!!!!

    Sua Cu... preferida!!!! hehehehe

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