domingo, 25 de julho de 2010

Felizes para sempre?

O que pode ser pior para um materialista do que deparar-se frente a frente com o fato de que não existe o: FELIZES PARA SEMPRE!
Por mais que ele busque, corra, batalhe, o final é sempre o mesmo para todos.
Todo o final é triste para quem tem na vida apenas a visão da matéria.
O final é a morte e, para a vida material esta é a sua maior inimiga.

domingo, 18 de julho de 2010

Desiludido pelas ilusões

Desiludido com o mundo; com o amor; com o trabalho? Desiludido? Então, vamos pensar um pouco sobre o que é desilusão. Quem sabe isso possa ajudá-lo a entender como chegou nesse estado. Eu não sei se vai dar certo, mas toda a tentativa é no mínimo válida. Segundo o dicionário desilusão é:

[De des- + ilusão.] S f 1.Ato ou efeito de desiludir(-se); desengano; decepção.
Se atentarmos ao significado, talvez possamos concluir que, toda a desilusão é um fato consumado antes mesmo de acontecer, pois ela tem raízes na ilusão. Vamos verificar novamente no dicionário e entender um pouco mais sobre o significado da palavra ilusão.

 
[Do lat. illusione.] S f.  1. Engano dos sentidos ou da mente, que faz que se tome uma coisa por outra, que se interprete erroneamente um fato ou uma sensação; falsa aparência. 2. Sonho, devaneio, quimera. 3. Coisa efêmera, passageira. 4. Logro, burla, engano. 5. Pisc Psiq. Percepção deformada de objeto (3).
 

As palavras acima deixam claro que não poderia dar em outra coisa se não em desilusão. Ela é justamente isso, o esfacelamento da ilusão. O que não é algo de todo ruim se estivermos prontos para enfrentar a situação. Mas quem está pronto para assumir e encarar uma ilusão? Os véus que encobrem a verdade só podem cair no seu próprio tempo. Fatores externos podem acelerar o processo, mas é necessário que sejam fortes o suficiente para quebrar as barreiras que sustentam em nós, a névoa que cobre a visão. A única coisa que dá pra fazer, para quem está de fora é torcer para que o tombo não seja muito grande. 

 
A Ilusão pode durar uma vida inteira e, mesmo morrer-se em meio a elas, quando bem construídas ao longo da vida. No geral a desilusão, mesmo que demore, cedo ou tarde acontece. E quando a realidade bate a porta não tem jeito, nessa hora desaba o muro de lamentações; emoções exacerbadas; tristeza; angústia; depressão; o sentimento de ter sido enganado. Geralmente no primeiro baque preferimos acreditar que fomos ludibriados, com o tempo e, se tivermos sorte, vamos perceber que o véu que cobria a verdade aconteceu com a nossa permissão. A honestidade nessas horas é essencial para evitarmos mais ilusões, sem ela corremos o risco de criar uma nova para encobrir à anterior.


Falo isso porque não acredito que sejamos enganados, temos os nossos sentidos, eles sempre nos alertam para um erro de script no roteiro da nossa vida. Mas a mente é habilidosa o bastante para manter o engano. Cegos as nossas verdades. Os motivos? Cada ilusão tem as suas próprias razões, assim como as pessoas. É difícil reconhecer que a visão equivocada de uma situação, aquela imagem perfeita que criamos é a responsável pela ilusão. Um mecanismo de defesa, um de muitos que possuímos para nos garantir diante de duras realidades e, outras, nem tão duras assim. Fantasias criadas na mente para agradar os sentidos, realizar as expectativas e, até mesmo, retardar o enfrentamento de uma situação que preferimos empurrar para frente.

Desilusão é o momento oportuno para ver as coisas mais claras, porque desilusão é somente o ato de desfazer um engano, o tal cair de fichas. O peso da desilusão será exatamente do tamanho da expectativa diante do objeto ou pessoa; do tamanho da mentira que se criou. Tentar evitar a ilusão, para não nos desiludirmos é uma tarefa com muitos ganhos, mas exige sinceridade com as próprias faltas e limites.


Clareza diante das situações e das pessoas e, a busca da natureza real das coisas e não das nossas idealizações, é um bom começo. As situações não são perfeitas assim como as pessoas, que são exatamente como nós. Nem sempre conseguimos perceber a rede de ilusões que tecemos para nós e, nestes casos, procurar ajuda é essencial para reencontrar o caminho rumo à realidade. Tente perceber onde termina a verdade e começa a mentira nas situações da sua vida. A mente é uma fábrica de ilusões que o nosso mundo mantém a todo o vapor. Como eu li num livro uma vez: “A mente, MENTE”.

Se você quiser alimentar a sua fantasia para escrever histórias fantásticas, maravilhoso. Mas quando você faz da sua vida um livro de fantasias, pode mesmo sofrer muitas decepções. O Maya (ilusão) da Terra é sedutor o bastante para nos manter distraídos e, os nossos mecanismos internos alimentam ainda mais essas ilusões, que podem nos manter acorrentados em mentiras por uma vida inteira.


O mundo sofre pelas mãos dos grandes ilusionistas, que vendem felicidade e, felicidade não é algo que se possa comprar. Se quiser ser mais feliz, seja honesto com as suas próprias visões de vida. Não idolatre ninguém; não crie expectativas demais; seja estruturado nas coisas que quer construir. Os castelos de areia duram apenas o tempo da próxima onda. O mundo, assim como as pessoas, só podem dar aquilo que elas podem dar, e não o que gostaríamos de receber.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

sábado, 10 de julho de 2010

Confúcio

O Mestre disse: 
"Não falar com um homem que pode se beneficiar com isso é desperdiçar o homem.
Falar com um homem que é incapaz de se beneficiar com isso é desperdiçar as palavras.
Um homem sábio não desperdiça nem homens nem palavras".

"Os analectos"

sexta-feira, 2 de julho de 2010

NO BANCO DOS RÉUS


Ouve-se o som do martelo.
O réu aguarda a sua sentença em silêncio, inerte. Ele ainda não sabe que está ali sendo julgado, quiçá um dia soubesse, poderia se defender ou, se retratar. Mas do que exatamente ele deve se retratar se o seu único erro foi o de se tornar bode expiatório das frustrações de outra pessoa? E, só por esse motivo, é que ele está sentando no banco dos réus da vida de alguém.

E aí, quem está no banco dos réus da sua vida?

Sim! Esse ser que pode não ser um ser, mas apenas uma circunstância que, em um dado instante, mudou os rumos que você havia traçado para si mesmo. Uma figura real ou imaginária, presente ou ausente; há muito mantida em cativeiro para justificar a sua tragédia pessoal.  

Nossa auto-indulgência elabora desculpas para os nossos fracassos e, transferir o fardo para um terceiro ou quarto elemento é uma das muitas formas de não assumirmos as nossas decisões. Não podemos culpar ninguém pela vida que vivemos, porque ela é fruto de escolhas pessoais. Você pode alegar que não tinha saída, que foi pressionado, induzido e muitas outras desculpas. Quanto a mim? Vou bater o martelo e dizer que a vida sempre oferece saídas. O que não é certo é transferir a responsabilidade que nos pertence para outro colo.

Atribuir um poder, capaz de boicotar a realização de um ideal de vida a algo ou a alguém, não é uma maneira muito honesta de ver as coisas. Apontamos o dedo e gritamos: Culpados! Culpados! A sociedade, o amigo invejoso, a mãe controladora, a infância pobre, a crença, o azar, o país, o gato. Quantos serão ao todo sentados neste banco dos réus e há quanto tempo? Porque insistimos em povoar essa cela, projetando culpas para fora dos limites do nosso ser? Precisamos de culpados para justificar o malogro, transferindo o erro para outro lugar? Maquiamos a impotência, os medos, a incompetência. Tantas coisas cobertas por nós com um véu, na tentativa de diminuir o peso de tudo isso sobre as nossas cabeças.

Mas o que fazer para mudar isso? Talvez o melhor caminho, e que não é o mais fácil, é agir com honestidade diante das escolhas. Não importa quantas pessoas você tenha envolvido nessas ocasiões tão importantes da sua vida, qualquer atitude que tenha tomado é de sua inteira responsabilidade, e não adianta culpar ninguém por isso. Muitas são as variáveis que interferem nos momentos de decisão. Olhar para trás arrependido não muda o que já passou e, menos ainda transferir a encargo para outro. O que vale é olhar para frente e ver o que ainda dá pra fazer com tudo isso. Reconhecer que naquele momento esse era o único caminho e, simplesmente, você não estava pronto para qualquer outro. Isso é crucial para eliminar um a um, todos os réus desse tribunal que você criou para justificar as suas decisões.
 
A vida muda o tempo todo, cada dia ela se revela como uma nova oportunidade. Não pense que perdeu alguma coisa. Toda essa bagagem de escolhas que o distanciaram lentamente do caminho inicial, e que você pode dar o nome de experiência, o capacita a transformá-las em ferramentas que irão ajudá-lo a retomar projetos e tirar da gaveta antigos sonhos. Porque para isso, sempre haverá tempo.



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional