sexta-feira, 25 de junho de 2010

O VÍRUS NA COPA

Estava observando o movimento da idéia na minha cabeça e, tentado encontrar a conexão entre os eventos de massa e a ausência de regras. Nestes dias de Copa, fica difícil entender essa perda mais enfática dos filtros que regem a boa conduta social. Princípios simples, que não exigem grande discernimento e, que regulam a vida em sociedade. Aliados que impedem a gente de voar no pescoço de alguém na hora que o sangue sobe a cabeça. Esses eventos que unem a galera para se divertir, vibrar, gritar e até explodir de emoção. Festejar faz bem para o espírito, mas parece que no meio de tudo isso, aparece lá e cá um, dois, três espíritos de porco.

Por isso, dei para mim esses minutos para pensar. Deixei a minha mente divagando, na intenção de captar um sinal que me ajudasse a entender como tudo isso funciona. De repente tive um estalo: Teoria da conspiração! Temos um novo vírus e que está se disseminando, sem que as pessoas se dêem conta. Um vírus poderoso com grande capacidade de penetração no meio social; mas que provoca reações que parecem, à distância, apenas uma simples distração ou pura má educação. Um vírus criado para criar caos.

Dentro os sintomas, o que mais se evidência é o daltonismo. Sim, a perda imediata da capacidade de distinguir as cores, o que explica a grande quantidade de pessoas que passam os semáforos no vermelho. É tudo muito rápido, quando você vê já está contaminado. E eu aqui sendo injusta, amaldiçoando toda a geração do pobre infeliz, só porque ele quase bateu no carro que vinha na outra pista. Como poderia ser diferente, é compreensivo, está sob o efeito do vírus. Outro sintoma muito comum atinge a coordenação motora e dificulta o manejar das setas de mudança de faixa, este último parece que já está se espalhando há mais tempo. E a gente aqui soltando piadinhas maldosas sobre opcionais de fábrica. Somos mesmo pessoas sem a menor capacidade de entendimento. Tem também um que lembra muito a síndrome da perna inquieta, que faz com que o motorista acelere o carro mais do que o possível para o momento, exercendo uma pressão sobre o carro da frente, que não tem para onde ir. Essa síndrome também atinge os olhos e a percepção, porque o motorista só consegue enxergar o carro da frente. Quando chega nesse nível o caso já está muito avançado.

É um vírus perigoso que parece se alimentar da euforia desses momentos de grande emoção e, atinge o cérebro, incapacitando o indivíduo de perceber que está saindo dos limites. Os mais atingidos pertencem a um grupo com determinados traços na personalidade como: insegurança e temeridade. Não conseguem imaginar serem deixadas para trás, por isso a ânsia quase febril de chegar sempre na frente. Num primeiro contato você vai achar que elas são arrogantes, autoritárias, vorazes e adeptas as leis que favorecem os seus próprios umbigos. Mas é o vírus. 
Por isso compreenda, é gente que precisa de ajuda. Isso não é um oportunismo momentâneo de que as pessoas se valem durante eventos de massa como Copa do Mundo e Carnaval, como parece à primeira vista, é algo mais profundo. Isso é uma doença e que ainda não tem cura. 


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tao Te chin





E também o sábio permanece na ação sem agir. 
Ensina sem nada dizer. 
A todos que o procuram ele não se nega. 
Ele cria, e ainda assim nada tem. 
Age, e não guarda nada para si. 
Realiza sua obra e não se apega a ela.
E, justamente por não se apegar não é abandonado.

Tao Te chin – Imperador Amarelo

domingo, 13 de junho de 2010

A árvore no caminho


Na última versão cinematográfica de Alice no país das Maravilhas, ela fala sobre pensar em seis coisas impossíveis pela manhã; certa vez, um professor aconselhou a mim e a meus colegas a tentarmos algo novo com as rotinas e os costumes como, por exemplo, escovar os dentes com mão esquerda, desde que, é claro, você seja destro. O impossível e o diferente são caminhos em direção a um mesmo lugar: A IMAGINAÇÃO. Essa capacidade de criar e recriar que vive dentro de nós, que em você, talvez esteja intocada ou esquecida. Por isso essa virada na rotina, ou qualquer coisa que possa ser tentada de um modo diferente é um excelente exercício para o cérebro e, permitir-se pensar no impossível, acaba sempre rendendo algumas boas risadas, para quem tem senso de humor.

O cérebro precisa de elasticidade para não cair na mesmice e enrijecer. Pensar no impossível, como sugere Alice, não significa se tornar um tolo pensador de bobagens. Essa capacidade de imaginar detém elementos que podem destrancar portas e abrir janelas em direção a um mundo de possibilidades. A alguns pode parecer perda de tempo, mas abrir-se para esse fantástico ou diferente, ajuda a lidar melhor com situações imprevisíveis que a vida sempre dá um jeito de arrumar. Saídas criativas só podem vir de fontes criativas e, para você encontrar essa fonte, tem que aprender a voar e sem sair do chão.

Exercite a imaginação, deixe a sua fonte criativa aflorar. Não precisa ser seis coisas impossíveis todos os dias, não seja rígido quanto a isso. Explore a sua fonte criativa, p
orque se você teima em ignorá-la, pode se deparar com uma encruzilhada em algum momento da vida, sem muitos atrativos. Nada precisa ser duro que nos enrijeça e nem mole demais que nos tire a força para caminhar. Como diz o ditado, de médico e louco todo mundo tem um pouco. Então seja um pouco louco; um pouco tolo; um pouco de tudo. Nesse mundo dentro de você tudo pode acontecer. Permita a sua mente esticar, leve-a para além da dimensão três. Talvez você descubra que a encruzilhada tem outra saída; que aquela inocente árvore no caminho, com uma fenda estranha, contêm uma porta que vai levá-lo para um mundo além da imaginação. Arrisque, aproxime-me dela e de uma espiadinha. Mergulhe fundo nesse universo cheio de surpresas que é a mente humana. Se precisar, dê uma passadinha pela sua infância, às vezes, a chave dessa porta esta lá em algum lugar bem escondidinho, e que você se esqueceu de levar consigo, quando cresceu.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional