quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ORAR

De joelhos diante do altar, na igreja ou na intimidade do lar. Essa é a imagem que vem a minha mente, revivendo as lembranças da infância, quando penso no ato de orar.

Orar para pedir a Deus uma graça.
Orar para pedir a Deus saúde.
Orar para pedir a Deus trabalho, proteção.

Orar e Meditar são atitudes irmãs que nos conduzem ao mesmo lugar, apenas de maneiras diferentes. Esse ato de ligação com o Divino em nós ou com Deus como preferir. E não importa o que ele é para você, e como você entende que seja essa manifestação sublime que transcende as nossas limitadas mentes.

Você já se perguntou se sabe orar? Quais são os propósitos das suas orações? Como se conecta com Deus? Somos ensinados de verdade a efetuar esse contato com o divino dentro de nós? A centelha que habita o centro do nosso ser, e que é a imagem e semelhança da própria força da criação a que damos o nome de DEUS?

Quando somos ensinados a rezar e recitar aquele arranjo delicado de palavras que nos enaltecem e que nos deveriam conduzir a transcendência do ser físico, você consegue transcender? Conecta com a essência daquilo que reza? Seu coração está inteiro nesse momento?

Muitos não o sabem, porque precisam ser ensinados; outros sabem as rezas, mas não chegam a essa ligação, pois suas orações são apenas palavras dentro de um ritual, mas lhes falta alma.

Mas orar ou meditar não precisa de mestres, se permitirmos essa conexão com o mais puro sentimento dentro de nós. Essa energia que flui por todo o nosso corpo, o próprio milagre da criação. O verdadeiro templo de Deus. Essa conexão, esse religar com o divino que é todo o significado das religiões, e não importa qual seja a sua, porque ela é só um dos muitos caminhos para o mesmo lugar.

Podemos orar de muitas formas e uma delas não exige que recitemos nenhuma prece, porque o próprio silêncio é uma prece quando a sua intenção é levá-la a Deus. Orar deve ser um momento de contato com o principio que tudo é, um elo natural com a nossa essência divina. Você e o Universo, nada mais. E a única oração que pode chegar até Deus é aquela em que estamos inteiros. A oração com fé. Quando temos consciência do propósito com que elevamos os pensamentos, nesse momento de reflexão.

Orar deve trabalhar o que existe de melhor em nós. Deve trazer benefícios para o conjunto, isso inclui você, eu, todos nós. Não pode ser estendido apenas a alguns poucos. E enquanto o TODO não estiver em paz, o UM também não estará. Um simples pensamento de amor da mais humilde das criaturas pode muito mais do que horas de jejum e rezas por puro ritual.

E se rezar para você lhe parece algo estranho não se preocupe, apenas feche os olhos, respire fundo e sinta essa energia trazida pelo ar invadindo você. Isso pode ser tudo de que precisa, nesse instante só seu, e que pode conduzi-lo para o mais profundo de você e, chegando lá, não tem como não encontrar a Deus.

Texto de Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

domingo, 8 de agosto de 2010

"A melhor coisa que você pode fazer para cultivar a verdadeira sabedoria é praticar a consciência de que o mundo é um sonho."
 
Paramahansa Yogananda

domingo, 25 de julho de 2010

Felizes para sempre?

O que pode ser pior para um materialista do que deparar-se frente a frente com o fato de que não existe o: FELIZES PARA SEMPRE!
Por mais que ele busque, corra, batalhe, o final é sempre o mesmo para todos.
Todo o final é triste para quem tem na vida apenas a visão da matéria.
O final é a morte e, para a vida material esta é a sua maior inimiga.

domingo, 18 de julho de 2010

Desiludido pelas ilusões

Desiludido com o mundo; com o amor; com o trabalho? Desiludido? Então, vamos pensar um pouco sobre o que é desilusão. Quem sabe isso possa ajudá-lo a entender como chegou nesse estado. Eu não sei se vai dar certo, mas toda a tentativa é no mínimo válida. Segundo o dicionário desilusão é:

[De des- + ilusão.] S f 1.Ato ou efeito de desiludir(-se); desengano; decepção.
Se atentarmos ao significado, talvez possamos concluir que, toda a desilusão é um fato consumado antes mesmo de acontecer, pois ela tem raízes na ilusão. Vamos verificar novamente no dicionário e entender um pouco mais sobre o significado da palavra ilusão.

 
[Do lat. illusione.] S f.  1. Engano dos sentidos ou da mente, que faz que se tome uma coisa por outra, que se interprete erroneamente um fato ou uma sensação; falsa aparência. 2. Sonho, devaneio, quimera. 3. Coisa efêmera, passageira. 4. Logro, burla, engano. 5. Pisc Psiq. Percepção deformada de objeto (3).
 

As palavras acima deixam claro que não poderia dar em outra coisa se não em desilusão. Ela é justamente isso, o esfacelamento da ilusão. O que não é algo de todo ruim se estivermos prontos para enfrentar a situação. Mas quem está pronto para assumir e encarar uma ilusão? Os véus que encobrem a verdade só podem cair no seu próprio tempo. Fatores externos podem acelerar o processo, mas é necessário que sejam fortes o suficiente para quebrar as barreiras que sustentam em nós, a névoa que cobre a visão. A única coisa que dá pra fazer, para quem está de fora é torcer para que o tombo não seja muito grande. 

 
A Ilusão pode durar uma vida inteira e, mesmo morrer-se em meio a elas, quando bem construídas ao longo da vida. No geral a desilusão, mesmo que demore, cedo ou tarde acontece. E quando a realidade bate a porta não tem jeito, nessa hora desaba o muro de lamentações; emoções exacerbadas; tristeza; angústia; depressão; o sentimento de ter sido enganado. Geralmente no primeiro baque preferimos acreditar que fomos ludibriados, com o tempo e, se tivermos sorte, vamos perceber que o véu que cobria a verdade aconteceu com a nossa permissão. A honestidade nessas horas é essencial para evitarmos mais ilusões, sem ela corremos o risco de criar uma nova para encobrir à anterior.


Falo isso porque não acredito que sejamos enganados, temos os nossos sentidos, eles sempre nos alertam para um erro de script no roteiro da nossa vida. Mas a mente é habilidosa o bastante para manter o engano. Cegos as nossas verdades. Os motivos? Cada ilusão tem as suas próprias razões, assim como as pessoas. É difícil reconhecer que a visão equivocada de uma situação, aquela imagem perfeita que criamos é a responsável pela ilusão. Um mecanismo de defesa, um de muitos que possuímos para nos garantir diante de duras realidades e, outras, nem tão duras assim. Fantasias criadas na mente para agradar os sentidos, realizar as expectativas e, até mesmo, retardar o enfrentamento de uma situação que preferimos empurrar para frente.

Desilusão é o momento oportuno para ver as coisas mais claras, porque desilusão é somente o ato de desfazer um engano, o tal cair de fichas. O peso da desilusão será exatamente do tamanho da expectativa diante do objeto ou pessoa; do tamanho da mentira que se criou. Tentar evitar a ilusão, para não nos desiludirmos é uma tarefa com muitos ganhos, mas exige sinceridade com as próprias faltas e limites.


Clareza diante das situações e das pessoas e, a busca da natureza real das coisas e não das nossas idealizações, é um bom começo. As situações não são perfeitas assim como as pessoas, que são exatamente como nós. Nem sempre conseguimos perceber a rede de ilusões que tecemos para nós e, nestes casos, procurar ajuda é essencial para reencontrar o caminho rumo à realidade. Tente perceber onde termina a verdade e começa a mentira nas situações da sua vida. A mente é uma fábrica de ilusões que o nosso mundo mantém a todo o vapor. Como eu li num livro uma vez: “A mente, MENTE”.

Se você quiser alimentar a sua fantasia para escrever histórias fantásticas, maravilhoso. Mas quando você faz da sua vida um livro de fantasias, pode mesmo sofrer muitas decepções. O Maya (ilusão) da Terra é sedutor o bastante para nos manter distraídos e, os nossos mecanismos internos alimentam ainda mais essas ilusões, que podem nos manter acorrentados em mentiras por uma vida inteira.


O mundo sofre pelas mãos dos grandes ilusionistas, que vendem felicidade e, felicidade não é algo que se possa comprar. Se quiser ser mais feliz, seja honesto com as suas próprias visões de vida. Não idolatre ninguém; não crie expectativas demais; seja estruturado nas coisas que quer construir. Os castelos de areia duram apenas o tempo da próxima onda. O mundo, assim como as pessoas, só podem dar aquilo que elas podem dar, e não o que gostaríamos de receber.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

sábado, 10 de julho de 2010

Confúcio

O Mestre disse: 
"Não falar com um homem que pode se beneficiar com isso é desperdiçar o homem.
Falar com um homem que é incapaz de se beneficiar com isso é desperdiçar as palavras.
Um homem sábio não desperdiça nem homens nem palavras".

"Os analectos"

sexta-feira, 2 de julho de 2010

NO BANCO DOS RÉUS


Ouve-se o som do martelo.
O réu aguarda a sua sentença em silêncio, inerte. Ele ainda não sabe que está ali sendo julgado, quiçá um dia soubesse, poderia se defender ou, se retratar. Mas do que exatamente ele deve se retratar se o seu único erro foi o de se tornar bode expiatório das frustrações de outra pessoa? E, só por esse motivo, é que ele está sentando no banco dos réus da vida de alguém.

E aí, quem está no banco dos réus da sua vida?

Sim! Esse ser que pode não ser um ser, mas apenas uma circunstância que, em um dado instante, mudou os rumos que você havia traçado para si mesmo. Uma figura real ou imaginária, presente ou ausente; há muito mantida em cativeiro para justificar a sua tragédia pessoal.  

Nossa auto-indulgência elabora desculpas para os nossos fracassos e, transferir o fardo para um terceiro ou quarto elemento é uma das muitas formas de não assumirmos as nossas decisões. Não podemos culpar ninguém pela vida que vivemos, porque ela é fruto de escolhas pessoais. Você pode alegar que não tinha saída, que foi pressionado, induzido e muitas outras desculpas. Quanto a mim? Vou bater o martelo e dizer que a vida sempre oferece saídas. O que não é certo é transferir a responsabilidade que nos pertence para outro colo.

Atribuir um poder, capaz de boicotar a realização de um ideal de vida a algo ou a alguém, não é uma maneira muito honesta de ver as coisas. Apontamos o dedo e gritamos: Culpados! Culpados! A sociedade, o amigo invejoso, a mãe controladora, a infância pobre, a crença, o azar, o país, o gato. Quantos serão ao todo sentados neste banco dos réus e há quanto tempo? Porque insistimos em povoar essa cela, projetando culpas para fora dos limites do nosso ser? Precisamos de culpados para justificar o malogro, transferindo o erro para outro lugar? Maquiamos a impotência, os medos, a incompetência. Tantas coisas cobertas por nós com um véu, na tentativa de diminuir o peso de tudo isso sobre as nossas cabeças.

Mas o que fazer para mudar isso? Talvez o melhor caminho, e que não é o mais fácil, é agir com honestidade diante das escolhas. Não importa quantas pessoas você tenha envolvido nessas ocasiões tão importantes da sua vida, qualquer atitude que tenha tomado é de sua inteira responsabilidade, e não adianta culpar ninguém por isso. Muitas são as variáveis que interferem nos momentos de decisão. Olhar para trás arrependido não muda o que já passou e, menos ainda transferir a encargo para outro. O que vale é olhar para frente e ver o que ainda dá pra fazer com tudo isso. Reconhecer que naquele momento esse era o único caminho e, simplesmente, você não estava pronto para qualquer outro. Isso é crucial para eliminar um a um, todos os réus desse tribunal que você criou para justificar as suas decisões.
 
A vida muda o tempo todo, cada dia ela se revela como uma nova oportunidade. Não pense que perdeu alguma coisa. Toda essa bagagem de escolhas que o distanciaram lentamente do caminho inicial, e que você pode dar o nome de experiência, o capacita a transformá-las em ferramentas que irão ajudá-lo a retomar projetos e tirar da gaveta antigos sonhos. Porque para isso, sempre haverá tempo.



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O VÍRUS NA COPA

Estava observando o movimento da idéia na minha cabeça e, tentado encontrar a conexão entre os eventos de massa e a ausência de regras. Nestes dias de Copa, fica difícil entender essa perda mais enfática dos filtros que regem a boa conduta social. Princípios simples, que não exigem grande discernimento e, que regulam a vida em sociedade. Aliados que impedem a gente de voar no pescoço de alguém na hora que o sangue sobe a cabeça. Esses eventos que unem a galera para se divertir, vibrar, gritar e até explodir de emoção. Festejar faz bem para o espírito, mas parece que no meio de tudo isso, aparece lá e cá um, dois, três espíritos de porco.

Por isso, dei para mim esses minutos para pensar. Deixei a minha mente divagando, na intenção de captar um sinal que me ajudasse a entender como tudo isso funciona. De repente tive um estalo: Teoria da conspiração! Temos um novo vírus e que está se disseminando, sem que as pessoas se dêem conta. Um vírus poderoso com grande capacidade de penetração no meio social; mas que provoca reações que parecem, à distância, apenas uma simples distração ou pura má educação. Um vírus criado para criar caos.

Dentro os sintomas, o que mais se evidência é o daltonismo. Sim, a perda imediata da capacidade de distinguir as cores, o que explica a grande quantidade de pessoas que passam os semáforos no vermelho. É tudo muito rápido, quando você vê já está contaminado. E eu aqui sendo injusta, amaldiçoando toda a geração do pobre infeliz, só porque ele quase bateu no carro que vinha na outra pista. Como poderia ser diferente, é compreensivo, está sob o efeito do vírus. Outro sintoma muito comum atinge a coordenação motora e dificulta o manejar das setas de mudança de faixa, este último parece que já está se espalhando há mais tempo. E a gente aqui soltando piadinhas maldosas sobre opcionais de fábrica. Somos mesmo pessoas sem a menor capacidade de entendimento. Tem também um que lembra muito a síndrome da perna inquieta, que faz com que o motorista acelere o carro mais do que o possível para o momento, exercendo uma pressão sobre o carro da frente, que não tem para onde ir. Essa síndrome também atinge os olhos e a percepção, porque o motorista só consegue enxergar o carro da frente. Quando chega nesse nível o caso já está muito avançado.

É um vírus perigoso que parece se alimentar da euforia desses momentos de grande emoção e, atinge o cérebro, incapacitando o indivíduo de perceber que está saindo dos limites. Os mais atingidos pertencem a um grupo com determinados traços na personalidade como: insegurança e temeridade. Não conseguem imaginar serem deixadas para trás, por isso a ânsia quase febril de chegar sempre na frente. Num primeiro contato você vai achar que elas são arrogantes, autoritárias, vorazes e adeptas as leis que favorecem os seus próprios umbigos. Mas é o vírus. 
Por isso compreenda, é gente que precisa de ajuda. Isso não é um oportunismo momentâneo de que as pessoas se valem durante eventos de massa como Copa do Mundo e Carnaval, como parece à primeira vista, é algo mais profundo. Isso é uma doença e que ainda não tem cura. 


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tao Te chin





E também o sábio permanece na ação sem agir. 
Ensina sem nada dizer. 
A todos que o procuram ele não se nega. 
Ele cria, e ainda assim nada tem. 
Age, e não guarda nada para si. 
Realiza sua obra e não se apega a ela.
E, justamente por não se apegar não é abandonado.

Tao Te chin – Imperador Amarelo

domingo, 13 de junho de 2010

A árvore no caminho


Na última versão cinematográfica de Alice no país das Maravilhas, ela fala sobre pensar em seis coisas impossíveis pela manhã; certa vez, um professor aconselhou a mim e a meus colegas a tentarmos algo novo com as rotinas e os costumes como, por exemplo, escovar os dentes com mão esquerda, desde que, é claro, você seja destro. O impossível e o diferente são caminhos em direção a um mesmo lugar: A IMAGINAÇÃO. Essa capacidade de criar e recriar que vive dentro de nós, que em você, talvez esteja intocada ou esquecida. Por isso essa virada na rotina, ou qualquer coisa que possa ser tentada de um modo diferente é um excelente exercício para o cérebro e, permitir-se pensar no impossível, acaba sempre rendendo algumas boas risadas, para quem tem senso de humor.

O cérebro precisa de elasticidade para não cair na mesmice e enrijecer. Pensar no impossível, como sugere Alice, não significa se tornar um tolo pensador de bobagens. Essa capacidade de imaginar detém elementos que podem destrancar portas e abrir janelas em direção a um mundo de possibilidades. A alguns pode parecer perda de tempo, mas abrir-se para esse fantástico ou diferente, ajuda a lidar melhor com situações imprevisíveis que a vida sempre dá um jeito de arrumar. Saídas criativas só podem vir de fontes criativas e, para você encontrar essa fonte, tem que aprender a voar e sem sair do chão.

Exercite a imaginação, deixe a sua fonte criativa aflorar. Não precisa ser seis coisas impossíveis todos os dias, não seja rígido quanto a isso. Explore a sua fonte criativa, p
orque se você teima em ignorá-la, pode se deparar com uma encruzilhada em algum momento da vida, sem muitos atrativos. Nada precisa ser duro que nos enrijeça e nem mole demais que nos tire a força para caminhar. Como diz o ditado, de médico e louco todo mundo tem um pouco. Então seja um pouco louco; um pouco tolo; um pouco de tudo. Nesse mundo dentro de você tudo pode acontecer. Permita a sua mente esticar, leve-a para além da dimensão três. Talvez você descubra que a encruzilhada tem outra saída; que aquela inocente árvore no caminho, com uma fenda estranha, contêm uma porta que vai levá-lo para um mundo além da imaginação. Arrisque, aproxime-me dela e de uma espiadinha. Mergulhe fundo nesse universo cheio de surpresas que é a mente humana. Se precisar, dê uma passadinha pela sua infância, às vezes, a chave dessa porta esta lá em algum lugar bem escondidinho, e que você se esqueceu de levar consigo, quando cresceu.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional