domingo, 23 de agosto de 2009

ISO "EDUCAÇÃO"

"Todo mundo pensa em deixar um planeta melhor para os seus filhos, mas já está na hora de se pensar em deixar filhos melhores para o planeta."

Com esta frase que eu recebi em meu e-mail outro dia, você percebe que tem gente que já notou que estamos com um grave problema na educação. Se você ainda não notou, olhe com atenção e verá todo o tipo de absurdos cometidos por pais e filhos dessa nova safra geracional. Isto é claro, se você não for um deles. Caso o seja, óbvio não irá notar absolutamente nada. Ao que parece estamos numa era de permissões excessivas, onde crianças e jovens podem muito e, com voz, muitas vezes mais ativa do que a dos próprios educadores. Em que momento se perdeu o elo com os valores humanos e sociais?

Se esticarmos o olho em direção ao passado, vamos encontrar uma educação com mão de ferro e disciplina. Métodos criticados, pela dureza como eram tratados os jovens. Sim, com certeza um erro. Mas que direito temos a crítica, se também estamos errando? Isso não significa trazer de volta a palmatória, até porque nenhum dos métodos foi e está sendo bom para o bem do indivíduo e o equilíbrio social. Mas é preciso encontrar um bom termo. Assumir que os métodos aplicados hoje não estão funcionando. Reconhecer que é hora de rever os conceitos aplicados na arte contemporânea de educar.

Aliás, outro dia contaram-me uma história, que retrata bem a situação de ausência de limites e permissividade infantil. Vou contá-la como eu a recebi, mas creio que não esteja longe da verdade, pois lamento dizer, não é a primeira que ouço.

Cenário: supermercado.
Protagonistas: Uma senhora idosa, uma jovem mãe, seu filho e um rapaz.

Uma senhora vai ao supermercado fazer suas compras semanais, de repente, em um dos corredores, ela se vê em uma desagradável situação. Um garotinho, por razões desconhecidas, começou a empurrar o carrinho de compras em cima dela, machucando-lhe a perna. Ao que parece a senhora pede ao menino que pare, mas ele a ignora. Fica claro que é uma ação intencional de uma criança MAL-CRIADA. O fato que se segue, confirma que a culpa não é totalmente da criança e, sim, da própria mãe. Sem saber o que fazer diante do menino, a senhora dirigiu-se à mãe, e pediu a sua ajuda para frear a má educação da criança, que insistia com a “brincadeira”. O comentário que se seguiu da mãe do menino, é sem comentário. Ela apenas olhou para a senhora e lhe disse: o filho é meu e ele pode fazer o que quiser. O que pensar diante dessa postura tão maternal? Com certeza a pobre mulher vítima deste episódio, teve dificuldades em acreditar em seus ouvidos. Talvez jamais em sua vida imaginasse um disparate desses; assim como todos os que por ali passavam presenciando a cena. Mas nossa história não termina por aqui. Neste caso, o feitiço voltou-se contra o feiticeiro, e pelas mãos de um rapaz que estava assistindo a tudo. E uma lição de educação, aconteceu. Movido, provavelmente, por alguma necessidade de justiça, pegou um frasco de catchup e despejou todo o seu conteúdo na cabeça da mãe do menino. O rapaz olhou para ela e disse: - A minha mãe também sempre disse que eu podia fazer tudo o que quisesse - Bem, no final da história a platéia aplaudiu o rapaz. Quanto à mãe, saiu indignada, com o seu filho debaixo do braço. Um teatro humano de puro absurdo.


Vamos imaginar que após esse episódio, a mãe do menino refletiu e conseguiu se colocar no lugar daquela senhora; que poderia ser a sua mãe; ou ela mesma, alguns anos à frente. E que o seu filho fosse aquele rapaz, e em sua mão ao invés do frasco de catchup, houvesse uma arma, capaz de tingir de vermelho algum inocente em um supermercado qualquer.

Lembro-me da minha primeira cartilha, chamava-se “Caminho suave”. Um livro que soube, não é mais usado nas escolas. Talvez essa mudança não seja relevante, mas com certeza muita coisa mudou, desde então, na educação. E eu me pergunto: Que valores foram transmitidos a esses pais para gerarem uma educação que enfatiza o individual acima do bem comum? O nosso direito não deveria terminar onde começa o do outro? Mas ao que parece esse preceito está se rompendo, e o desequilíbrio já mostra os seus sinais.

Espero que você ainda esteja do lado do bom senso, se empenhando em DAR UM FILHO MELHOR PARA O PLANETA. Porque criar um filho não é apenas dar a ele tudo o que quer; deixar fazer tudo o que deseja. Criar um filho é conduzi-lo de forma a respeitar o outro e a si mesmo. Limite é essencial em qualquer sociedade, é preciso resgatar esse importante elemento da educação, junto com a auto-estima. Pessoas descabidas como esta mãe, protagonista da história, só pode ser fruto de muito desamor e, pessoas sem amor, sim, são capazes de gerar frutos amargos em seus ventres.

Não deixe o seu filho solto pelo mundo. Ele quer que você o guie pela mão, com suavidade e firmeza; quer olhar em seus olhos e sentir que você sabe o que deve fazer, mesmo que não saiba. Ele irá testar você para fazê-lo mais forte; para que assim, você possa ajudá-lo a tornar-se forte também, quando for grande como você. Ele quer e precisa de pais que possa honrar e amar e de quem possa sentir orgulho. Faça o seu filho orgulhar-se de você, não pelo dinheiro e o conforto que você pode proporcionar, mas sim, pelos valores sólidos que você é capaz de transmitir. Eles querem ser amados e protegidos, e dar limites, é uma das muitas formas de proteção e amor.

Por isso, vamos inverter esta equação, dando filhos melhores para o mundo, com certeza o mundo será melhor para o seu filho.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

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