quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Somos todos Heróis.

A grande corrida para chegar ao podium da Casa Branca, acabou. As eleições revelaram algumas mudanças em uma sociedade, até então, conservadora. O mundo aplaudiu de pé e participou ativamente desse momento histórico. Uma imagem forte e indelével para os olhos de quem viu a distância, a posse do novo presidente dos Estados Unidos da América. Um presidente de mudanças a começar pela cor da pele, ponto focal de que algo aconteceu nesse país de tantas diferenças. Uma verdadeira comoção nacional, que se estendeu por todo o globo.

Barack Hussein Obama, até então pouco conhecido, tornou-se o centro das atenções. Detentor de uma responsabilidade que abarca não somente o seu povo, mas se estende por todos os continentes, na era da globalização. Um homem multirracial, representante legal das etnias que correm em suas veias, e das muitas etnias que se misturaram nos últimos séculos, neste continente chamado América. Assumiu o seu cargo como um lugar que já lhe pertencesse há muito, com a desenvoltura de um líder. Uma postura de quem nasceu sob os auspícios de um sol no signo de Leão. Falou aos seus sem tropeços, proclamando em voz firme o discurso de quem sabe o que quer, empunhando já nos primeiros tempos a bandeira da mudança e arregaçando as mangas para ela. Carismático e inteligente, conquistou muitos com a sua presença marcante pelos quatro cantos do planeta. Ao longo dos seus poucos dias de mandato tem atuado de forma determinada em direção às suas propostas, quer isso agrade ou não, àqueles que não compartilham dos seus ideais.

E muitas esperanças nascem a partir desse símbolo de poder, representado por um homem. Um homem pode muito, mas não pode sozinho. Essa transformação social não pode vir de um único individuo, nem que ele o quisesse. Para que haja uma mudança de verdade, ele deve ter ao seu lado pessoas caminhando em uma mesma direção. O mito do Herói prevê um salvador, que irá varrer para longe todos os pesadelos que assombram nossas noites mal dormidas. Queremos proteção, segurança, bem estar, paz para o corpo e para a alma. Ficamos a espera que alguém faça isso por nós, como um pai que limpa todas as barras. Muitas vezes, recusamos assumir a nossa parte nesta empreitada para melhorar o mundo. Mas o mundo necessita de todos nós e não temos como nos furtar disso. É preciso assumir o quinhão que nos cabe no contexto social em que vivemos, comprometendo-nos com nossas ações e o reflexo de cada uma delas.

A transformação social só pode acontecer através do envolvimento de todos os indivíduos que compõem uma sociedade. Quando um indivíduo promove mudanças em sua vida, estas naturalmente se estendem a todo o grupo. E essa é uma roda que tanto pode girar para cima, como para baixo. Estamos perdendo a consciência social e vivendo em um mundo de interesses particulares. Uma sociedade ajustada é aquela que trabalha em união com toda a gente, propiciando o desenvolvimento de todos, criando bons cidadãos. Como disse Gandhi: “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”. Esperamos que o mundo mude para melhor, mas o que fazemos de fato para que isso aconteça? E muitas vozes ecoarão: Mas não posso mudar o mundo sozinho. E eu posso responder-lhe que, se você mudar o seu mundo, mesmo que ele se restrinja a um pequeno número de pessoas, já estará fazendo o suficiente, pois você é parte integrante de uma rede que se expande infinitamente.

Talvez Obama se torne um modelo a ser seguido, quanto a isso, somente o futuro poderá responder. Mas não podemos negar que deixa uma primeira boa impressão, ao menos para mim. E que possamos nos inspirar nesse sentimento que ficou, e trazê-lo para o nosso dia-a-dia. Por isso, que cada um de início aos seus próprios mandatos, com propostas consistentes de melhoria; promovendo transformações positivas para nós e para a sociedade da qual somos parte integrante. Que possamos nos espelhar em boas ações e cometê-las. O bom exemplo sempre inibe os maus, e gera frutos positivos. O mundo nada mais é do que um reflexo de nós mesmos; nossas guerras pessoais; nossos conflitos internos, portanto não reclame se ele não lhe parecer tão bom quanto gostaria. Pense sobre isso e no quanto as suas atitudes, por menores que sejam, reverberam pelo espaço em que você habita. Por isso perceba o quanto você é importante nessa engrenagem que pode transformar o mundo. Somos todos, Heróis. Aproveitemos à deixa e nos espelhemos no desejo de mudança. Vamos hastear essa bandeira em prol do crescimento pessoal e social, fazendo a nossa parte. Quem sabe assim possamos entregar o nosso planeta melhor do que o recebemos, para as futuras gerações.



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

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