quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Destino e Livre Arbítrio. Quem é quem na roda da vida.

O destino escrito nas estrelas, nos números, nas cartas, na bola de cristal, no jogo de búzios. Ferramentas de contato com o plano do cosmos; com o plano do inconsciente, que tudo sabe e tudo vê, mas nem tudo revela. Descortinar o futuro, os desígnios do destino. O que estará por trás desse desejo do Homem em conhecer o futuro, e o que ele nos reserva? 

Mas será o futuro imutável? Esse contrato assinado, em um tempo distante da memória, fechado a negociações? Estaremos fadados a aceitá-lo, sem abertura para emendas? Alguns crêem que assim é, e assim será. Maktub! Outros que o destino está em nossas mãos e podemos mudá-lo conscientes ou não, através do livre arbítrio. Mas até que ponto o livre arbítrio pode influenciar esse destino e mudar todo esse esquema.

Destino e livre arbítrio. Afinal, quem é quem na roda da vida.

Nossa vida, uma caixinha de surpresas. Uma bagagem recebida ao nascer, que teremos que carregar conosco para onde quer que a gente vá. Uma mala na medida de cada um, que contém o que fomos e o vir a ser. Atributos que podem nos fazer grandes, e outros nos tornar pequenos. Chegamos com eles, o que não significa ter que carregar todos de novo na volta. Tudo dependerá da nossa habilidade em manejar seu conteúdo. Uma bagagem mais leve e de qualidade, certamente nos facilitará muito na próxima viagem. De qualquer forma, nada está ali por acaso, quer seja para nos ajudar ou dificultar a nossa passagem na alfândega da vida.

De onde vem a bagagem? Bem, esta é uma pergunta de muitas respostas. Quem acredita na sucessão de vidas, é unânime em dizer que essa é a origem de tudo. Sendo assim, se toda a ação implica em uma reação, podemos considerar nossa existência atual o resultado de um passado, ou vários, que nos escapa a memória, e a ele podemos dar o nome de destino. E, se o propósito de cada passagem por estas terras é experimentar para evoluir; se estamos aqui para desprender e nos elevarmos acima das condições do maya (ilusão) terrestre, teremos então nesse destino brechas para uma mudança. As emendas do contrato, pelo exercício do livre arbítrio, que se dará à medida que, dentro dessa condição fechada, que é a bagagem que trazemos ao nascer, efetuarmos escolhas que nos conduzem ao nosso aprimoramento. Conscientes ou não, somos influenciados por ações passadas e, a todo o momento, promovemos situações que resultarão no nosso amanhã. Portanto, destino e livre arbítrio andam de mãos dadas, um atuando sobre o outro a todo o instante.

É possível que, em algum momento da vida, possamos sentir a necessidade de nos embrenhar em uma verdadeira jornada da alma, em busca dessas respostas. Transitamos entre os tempos, invadindo o terreno do passado para justificar o presente que, aliás, é tudo o que temos, e tentamos nos projetar no futuro, em um Tempo ainda por vir. Um ir e vir entre as estações do Tempo, uma contingência terrestre para dar ordem a todas as coisas por aqui. E, para adentrarmos as portas do não-Tempo recorremos a muitos meios, nem sempre confiáveis, não pelos meios, mas por quem se dispõe a intermediá-los. Somos seres cheios de ruídos e, é sempre bom lembrar, que nem tudo nos é permitido saber. E mesmo após muitos milhares de anos terrestres, desenvolvimento e muita tecnologia de ponta, essas questões da alma ainda permanecem insondáveis, mesmo para as mentes mais brilhantes. Diante do destino e do direito ao livre arbítrio, como saber qual a melhor escolha neste destino previsto para nós. Mas as ferramentas para o contato do Homem com o seu ser superior, estão aí, através dos muitos meios, alguns mencionados no início deste texto.


À noite, olhe para o alto, se você tiver sorte poderá ver um espaço cheio de estrelas, as mensageiras dos céus e que podem contar muito sobre nós. Esse céu que nos revela os mapas de nossas vidas, as nossas direções, o caminho de cada um. Quando abrirmos os olhos para ver o que deve ser visto; os ouvidos para ouvir com humildade o que deve ser ouvido; quando abrirmos à mente além da razão, para entender o que nos querem dizer com a mente do coração, estaremos mais perto de uma virada no leme das nossas vidas para um rumo diferente. Vale a pena conferir.



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

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