quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

HO HO HO HO...

A alegria invade os corações. É Natal! O bom velhinho chega para trazer paz aos corações e felicidade a todas as crianças do planeta e, aos adultos também. Cada uma vai ganhar dele um presentinho, que ele, muito habilmente, entregará na noite de Natal, sem que ninguém descubra como.
Um breve momento de fadas passou!
Sim, Papai Noel não passará nas casas, não em muitas delas pelo menos. Algumas crianças terão em suas cabecinhas que ele esqueceu-se delas, e outras, nem saberão que o Natal chegou. A fantasia que alimenta os corações é a mesma que entristece centenas deles.
Pessoas de bom coração, longe de serem “Papais Noéis” mobilizam-se, na tentativa de
dar alegria a esses pequenos, nesta data que traz em si um pouco de melancolia, pois nos faz lembrar que não se estende a todos igualmente.
O capitalismo enveredou as sociedades por um caminho que, muitas vezes, traz mais tristeza do que alegria. Amarrados na necessidade crescente de ter, ter e ter mais. E assim as crianças deste novo século querem, querem e querem; desconhecendo a necessidade real de se ter certas coisas. Crescendo nelas essa ânsia do ter, muito mais forte do que foi nos dias da minha própria infância. Vemos a corrida às lojas da cidade na busca pelos presentes, alguns inacessíveis a muitas mãoszinhas. Como fazê-las entenderem que não podem ter um sonho realizado, a boneca da moça famosa da TV e muito mais. Os desejos dos pequenos, mesmo depois que se tornam grandes, continua em seus corações e, sabe-se lá, se não é exatamente por isso, que temos esse consumismo excessivo tão presente em nós. A falta, nos períodos de recessão, pode ser justamente a resposta para tantas necessidades. Reflexos do medo de que um dia a escassez possa voltar. Somos prisioneiros de nossas faltas e acabamos por marcar as gerações futuras, que não viveram isso, com esse medo; entupindo-as com o desnecessário.
Esquecemos dos presentes essenciais à felicidade. Aliás, lembramos todos os anos, nos cartões de natal; mas pela subjetividade nos desligamos deles e, só o notamos, quando nos falta de verdade.
Desejamos Paz.

Muitos não a encontram em seus corações, seus espíritos vivem angustiados. E assim, semeiam dor e tristeza por onde quer que passem. Poucos eu acredito, descobriram a paz na própria simplicidade e na graça de estarem vivos. Mas quantos podem se gabar de tê-la encontrado, nessa frenética vida material.
Desejamos Alegrias.
Muitos não sabem o que é sorrir, pois seus corações secaram, e contaminam tudo ao seu redor. A maioria é feliz, mas não sabe. Porque sempre querem mais, e por isso, acham que não o são. Penso que a satisfação interior é toda a alegria de que precisamos. Para isso precisamos ser fiéis as nossas verdades.
Desejamos Dinheiro. (O único desejo material)
Muitos têm em abundância. Talvez descubram que dinheiro facilita muita coisa, mas seu poder de compra se limita a própria matéria. Certas coisinhas ele não pode comprar. Outros fazem de tudo para obtê-lo, sem se importarem de abrir mãos das coisinhas, aquelas que ele não pode comprar. Uma sociedade mais justa talvez nos fizesse menos escravos dele. Feliz quem descobre o real valor do dinheiro, jamais será acorrentado por ele. E será feliz com o muito ou com o pouco.
Desejamos Saúde.
Quem a possui nem se dá conta da sua importância, até o momento em que a perde. Alguns já a perderam e não sabem o que fazer para tê-la de volta. A esses os votos de Natal tem um significado todo especial.
Desejamos Amor.
Para ter amor, precisamos semear amor e, espalhá-lo indiscriminadamente. E amor é tudo o que realmente precisamos para conquistar todo o resto.

Por isso na virada, naquele segundo que antecede ao estouro da champagne, interiorize-se e vá buscar em você as suas necessidades reais.
No próximo ano arregace as mangas e lute por aquilo que você acredita. Siga firme em seus propósitos, mas que sejam reais. Permita-se revoluções dentro de você. Para o mundo ficar mais bonito, a gente tem que ficar mais bonito para mundo. E lembre-se você não está sozinho, temos todo o amor que quisermos ter, todo o amor que quisermos dar. Ame, ame sinceramente, de coração, a morada das nossas realizações. Estenda-o para além das cerquinhas que criamos com o nome de família e poucos amigos. O amor se conquista, amando.

Felicidade, amor, paz, alegria, saúde só podem ser conquistadas de verdade se for para todos. O dinheiro, eu o vejo como uma ferramenta, cabe a nós aprender a usá-la.
A vida só abre as suas portas para quem abre o coração para a vida. Um 2010 com muitas oportunidades para plantar e muitos frutos maravilhosos para colher.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Você é a sua empresa.

Não importa o tamanho de uma empresa, grande ou pequena, ela sempre terá como base as crenças do homem que a criou. Empresas possuem personalidade própria, que vai se formando pela soma dos indivíduos que a compõe, aliada aos ideais desse homem. Falar de empresas é falar de pessoas. Falar de pessoas é falar de você.

Se você é empregado observe, com um pouco de atenção vai notar uma sintonia, mínima que seja com o grupo a qual pertence. Pode ser que esta não seja a melhor das revelações. Talvez nessa breve observação você tenha constatado que não gostou do que viu, mas se sente impotente diante da situação. Não
se engane, porque você é parte ativa de tudo isso.

Você pode dizer: Você está querendo insinuar que eu estou nessa porque eu quero? E eu vou responder: Sim! Você é responsável em algum nível por aquilo que vive. Somos co-autores dos ambientes com os quais interagimos, e o trabalho é só um deles. Isso pode chocar um pouco, mas é fato.

A visão que temos do mundo é apenas a nossa, e podemos negá-la quando nos incomoda. Isso pode gerar aquela sensação de que o mundo está contra nós. Na verdade, ele está no sentido contrário das nossas visões, apenas isso. O problema é como sair dessa. O caminho da auto-avaliação pode ser um bom lugar para se começar.

Mudar a visão das coisas pode mudar tudo. Requer esforço, dedicação e avaliações internas. Essa mudança deve vir de dentro; de você para o mundo. Se você acha que o mundo - que pode ser substituído por empresa - é que tem que mudar, já está pegando o caminho errado. E esse negócio de esforço é algo que já freia muita gente logo de cara. Gente que não está muito interessada em se mexer, e deixa por isso mesmo. Vencer a “ZONA DE CONFORTO” é um dos maiores desafios dessa empreitada. Por isso é mais fácil acreditar na própria impotência, a correr riscos.

Assumir a parte que nos cabe pela criação do meio em que vivemos, é um passo adiante em direção ao novo, e isso, infelizmente, não é para todo mundo. MUDANÇA + RESPONSABILIDADE pode provocar calafrios em muitas espinhas dorsais. As coisas mudam quando mudamos a maneira como as percebemos. Aplicá-la na vida prática, é só uma questão tempo.

Por isso sugiro um novo modo de ver as coisas. Substitua a visão de empregado pela visão de empresa. Pense em você como uma empresa. Que o que pode oferecer, talvez não seja insubstituível, mas é único. Você Senhor ou Senhora das suas próprias vontades; aquele que determina as bases com as quais deseja trabalhar e as metas que anseia atingir. Mesmo dentro de normas definidas, que limitam as ações quando engajados em uma empresa, podemos promover nossas próprias diretrizes e adaptá-las as necessidades vigentes. Tem gente que já faz isso naturalmente, e você as vê brilhando, independente do cargo que ocupam. Elas seguem suas próprias leis, mesmo dentro de uma lei maior. Auto estima é tudo, não dá para deixar de mencionar.

Tente incluir esse pequeno exercício no seu dia a dia. Ele não fará você perder calorias, mas pode ser de tirar o fôlego diante das perspectivas. Talvez não o ajude a sair do emprego indesejado, mas pode favorecer uma melhor administração do seu cotidiano. Por isso como parte de uma corporação ou como um profissional liberal, não importa: faça de você uma grande empresa. Não perca a qualidade diante da crise; aprimore os seus conhecimentos; trabalhe com afinco em direção ao êxito; tenha propostas que visem o bem comum e, o seu próprio crescimento; seja ético; não perca tempo com comparações, todos têm a sua luz para brilhar e, não permita que o ambiente a sua volta, interfira no seu ânimo e nos seus projetos. Essas pequenas coisas que acontecem nos ambientes competitivos podem contaminar a sua vida e criar raízes, um risco que você não pode permitir. Quando sentir que está prestes a perder a calma tire das mangas o conhecido bom humor. Ele é a salvaguarda em momentos de stress, ajuda a clarear os pensamentos e impede o enraizamento das coisas negativas. Coloque-se acima da mesquinhez e da mediocridade, quando se deparar com elas. O importante é não perder o foco.

Se mudar a sua visão e perceber que não é apenas uma engrenagem que pode ser trocada, ao contrário, é uma peça chave do sistema, vai encontrar uma força de trabalho inesgotável. E não importa para onde você irá levar essa força, com essa postura terá garantido sempre um espaço, pois terá consigo a certeza de fazer o melhor. E isso o inflará de confiança para empreender cada vez mais, porque você como empresa é um empreendedor de si mesmo. Não estou dizendo que é fácil, porque mudar não é algo simples como trocar uma lâmpada, mas pode ser menos complicado do que se supõe.

Dê o primeiro passo, ele é sempre o mais difícil, mas se o fizer, esteja certo, ele será o primeiro de muitos.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Às portas da Primavera

A Primavera está chegando! Poucos dias nos separam da estação mais criativa do ano. É hora de tirar das gavetas da criação projetos, idéias. Tudo aquilo que dentro de você está pronto para germinar. Agora é hora de deixar para trás o que não serve mais, partindo do principio que você fez um balanço da sua vida, neste inverno que se despede de nós.

A primavera que encanta a todos deixando os jardins do planeta mais belos, é o símbolo do início; espelhe-se nela. Melhor, pense em você como um jardim, cheio de sementes de talentos para brotar. Talentos trabalhados na soma dos anos e novas sementes que vão brotando desse trabalho. E não se deixe enganar pelos anos, achando que o seu tempo já passou, o nosso tempo é sempre esse em que vivemos agora. Os jardins podem florescer por toda a vida e nós também. A cada nova estação das flores recebemos da natureza uma nova oportunidade para florescer e frutificar.

Permita-se ascender nos degraus das Estações, elas dispõem de uma sabedoria que pode ser aplicada às nossas vidas. Na primavera vemos revelado um esforço: a semente adormecida, ao romper a casca que a separa do mundo, atravessa o solo em direção ao alto; em direção à superfície. E quantas batalhas ela enfrentará até tornar-se adulta? Assim é a vida em todas as suas formas; assim nós, desde o nascimento. Tudo necessita de tempo e esforço para maturar, até que esteja pronto para dar frutos.

A natureza nos ensina muitas coisas, e nessa sabedoria ela nos abre o seu coração, cheio de generosidade, pois tudo evolui na união de forças e na troca. Essa troca é essencial para a evolução de tudo e de todos. Na natureza ela é feita pelos ventos, pelos pássaros e pela água da chuva, que carregam as sementes para longas distâncias. Muitos são os colaboradores, que recebem em troca o alimento para viver. Jardins foram feitos para brilhar em muitas cores e, tudo o que ele produz, nasce para ser oferecido ao mundo; alimentando a vida do corpo e da alma.

E, já estamos pensando em nós como jardins, é bom não esquecer das ervas daninhas. Porque quer você goste da idéia ou não, tem muita tiririca para tirar do jardim. Tem que cuidar, pois são elas que destroem toda a possibilidade de crescimento. É preciso ficar de olho, de olho no seu jardim, porque como diz o ditado: O jardim do vizinho sempre parece mais verde. E ele sempre será, se você descuidar do seu e ficar perdendo tempo olhando para o dele. Você já parou para pensar quanto tempo desperdiçamos medindo as nossas vidas pela vida dos outros? Sim, é para enrubescer mesmo, e de vergonha. Mas é isso o que mais fazemos.


Tratemos então de cuidar e investir em nossos jardins. Porque se você se empenhar vai perceber que tudo o que você aprecia no jardim do outro também vive dentro de você, aguardando para despertar. E para as coisas ficarem ainda melhores exerça essa generosidade que a natureza nos ensina. Cuide do seu jardim, dos seus talentos e os ofereça ao mundo. Troque sementes! Quanto mais você se abrir para dar, mais irá receber. E lembre-se, isso também vale para as ervas daninhas. Por isso, cuidado com o que vai mandar para o mundo, aquele papo de que colhemos o que plantamos cabe direitinho aqui dentro do seu jardim.


E, se depois que você leu tudo isso se recostou na cadeira entristecido, porque acredita que não tem nada para oferecer, o momento exige uma séria re-avali
ação. Todos nós, sem exceção, viemos com um talento, mas para descobri-lo é preciso trabalhar nesse propósito. Vamos lá, não perca tempo, arregace as mangas e trate de tirar as tiriricas do jardim, só assim você poderá contemplar os seus tesouros para depois oferecê-los ao mundo. E não pense que isto é papinho de auto-ajuda, porque para mudar alguma coisa na sua vida, respirar fundo e meditar não será o suficiente, você vai ter que por a mão na massa. Como vai fazê-lo? Bem, isso é com você também.Siga em frente! Não importa quantas primaveras precise para ver o seu jardim florescer. O segredo da realização pessoal já começa no primeiro passo pelo caminho que É O SEU.

E de braços abertos vamos receber a Primavera fonte de criação e vida. Quem sabe um dia a gente possa acordar e apreciar o planeta como um grande jardim de muitas cores.


Boas colheitas, e não se esqueça de convidar os amigos para compartilhar.



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

domingo, 23 de agosto de 2009

ISO "EDUCAÇÃO"

"Todo mundo pensa em deixar um planeta melhor para os seus filhos, mas já está na hora de se pensar em deixar filhos melhores para o planeta."

Com esta frase que eu recebi em meu e-mail outro dia, você percebe que tem gente que já notou que estamos com um grave problema na educação. Se você ainda não notou, olhe com atenção e verá todo o tipo de absurdos cometidos por pais e filhos dessa nova safra geracional. Isto é claro, se você não for um deles. Caso o seja, óbvio não irá notar absolutamente nada. Ao que parece estamos numa era de permissões excessivas, onde crianças e jovens podem muito e, com voz, muitas vezes mais ativa do que a dos próprios educadores. Em que momento se perdeu o elo com os valores humanos e sociais?

Se esticarmos o olho em direção ao passado, vamos encontrar uma educação com mão de ferro e disciplina. Métodos criticados, pela dureza como eram tratados os jovens. Sim, com certeza um erro. Mas que direito temos a crítica, se também estamos errando? Isso não significa trazer de volta a palmatória, até porque nenhum dos métodos foi e está sendo bom para o bem do indivíduo e o equilíbrio social. Mas é preciso encontrar um bom termo. Assumir que os métodos aplicados hoje não estão funcionando. Reconhecer que é hora de rever os conceitos aplicados na arte contemporânea de educar.

Aliás, outro dia contaram-me uma história, que retrata bem a situação de ausência de limites e permissividade infantil. Vou contá-la como eu a recebi, mas creio que não esteja longe da verdade, pois lamento dizer, não é a primeira que ouço.

Cenário: supermercado.
Protagonistas: Uma senhora idosa, uma jovem mãe, seu filho e um rapaz.

Uma senhora vai ao supermercado fazer suas compras semanais, de repente, em um dos corredores, ela se vê em uma desagradável situação. Um garotinho, por razões desconhecidas, começou a empurrar o carrinho de compras em cima dela, machucando-lhe a perna. Ao que parece a senhora pede ao menino que pare, mas ele a ignora. Fica claro que é uma ação intencional de uma criança MAL-CRIADA. O fato que se segue, confirma que a culpa não é totalmente da criança e, sim, da própria mãe. Sem saber o que fazer diante do menino, a senhora dirigiu-se à mãe, e pediu a sua ajuda para frear a má educação da criança, que insistia com a “brincadeira”. O comentário que se seguiu da mãe do menino, é sem comentário. Ela apenas olhou para a senhora e lhe disse: o filho é meu e ele pode fazer o que quiser. O que pensar diante dessa postura tão maternal? Com certeza a pobre mulher vítima deste episódio, teve dificuldades em acreditar em seus ouvidos. Talvez jamais em sua vida imaginasse um disparate desses; assim como todos os que por ali passavam presenciando a cena. Mas nossa história não termina por aqui. Neste caso, o feitiço voltou-se contra o feiticeiro, e pelas mãos de um rapaz que estava assistindo a tudo. E uma lição de educação, aconteceu. Movido, provavelmente, por alguma necessidade de justiça, pegou um frasco de catchup e despejou todo o seu conteúdo na cabeça da mãe do menino. O rapaz olhou para ela e disse: - A minha mãe também sempre disse que eu podia fazer tudo o que quisesse - Bem, no final da história a platéia aplaudiu o rapaz. Quanto à mãe, saiu indignada, com o seu filho debaixo do braço. Um teatro humano de puro absurdo.


Vamos imaginar que após esse episódio, a mãe do menino refletiu e conseguiu se colocar no lugar daquela senhora; que poderia ser a sua mãe; ou ela mesma, alguns anos à frente. E que o seu filho fosse aquele rapaz, e em sua mão ao invés do frasco de catchup, houvesse uma arma, capaz de tingir de vermelho algum inocente em um supermercado qualquer.

Lembro-me da minha primeira cartilha, chamava-se “Caminho suave”. Um livro que soube, não é mais usado nas escolas. Talvez essa mudança não seja relevante, mas com certeza muita coisa mudou, desde então, na educação. E eu me pergunto: Que valores foram transmitidos a esses pais para gerarem uma educação que enfatiza o individual acima do bem comum? O nosso direito não deveria terminar onde começa o do outro? Mas ao que parece esse preceito está se rompendo, e o desequilíbrio já mostra os seus sinais.

Espero que você ainda esteja do lado do bom senso, se empenhando em DAR UM FILHO MELHOR PARA O PLANETA. Porque criar um filho não é apenas dar a ele tudo o que quer; deixar fazer tudo o que deseja. Criar um filho é conduzi-lo de forma a respeitar o outro e a si mesmo. Limite é essencial em qualquer sociedade, é preciso resgatar esse importante elemento da educação, junto com a auto-estima. Pessoas descabidas como esta mãe, protagonista da história, só pode ser fruto de muito desamor e, pessoas sem amor, sim, são capazes de gerar frutos amargos em seus ventres.

Não deixe o seu filho solto pelo mundo. Ele quer que você o guie pela mão, com suavidade e firmeza; quer olhar em seus olhos e sentir que você sabe o que deve fazer, mesmo que não saiba. Ele irá testar você para fazê-lo mais forte; para que assim, você possa ajudá-lo a tornar-se forte também, quando for grande como você. Ele quer e precisa de pais que possa honrar e amar e de quem possa sentir orgulho. Faça o seu filho orgulhar-se de você, não pelo dinheiro e o conforto que você pode proporcionar, mas sim, pelos valores sólidos que você é capaz de transmitir. Eles querem ser amados e protegidos, e dar limites, é uma das muitas formas de proteção e amor.

Por isso, vamos inverter esta equação, dando filhos melhores para o mundo, com certeza o mundo será melhor para o seu filho.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Parada para a próxima estação


Estação: Inverno!

Um mergulho para dentro do armário em busca de uma blusinha para cobrir a pele e tentar diminuir a sensação térmica, que resfria os ossos e inibe os movimentos. O frio chegou! Você mergulha para debaixo dos cobertores; para dentro de pratos de sopa escaldante e de xícaras fumegantes de chocolate quente; todos com o propósito de aquecer o corpo e a alma, que esfriam. E, se for pra sair, tem que ser um programinha que também esquente; se não, nem pensar em arriscar pôr o nariz, da porta pra fora.

Nesses tempos frios ficamos mais limitados, em muitos sentidos. Queremos nos aconchegar; queremos nos recolher mais cedo para dentro de casa e, de repente, também para dentro de nós. Ficamos mais deprimidos, tristonhos, fechados. E se você se antenar vai perceber que não é apenas o frio que nos convida ao recolhimento, não sabemos bem exatamente o que é, mas parece que um eco dentro de nós avisa que algo precisa mudar. E para descobri-lo, é necessário recuar um pouco do burburinho do dia a dia. E é o inverno o mês ideal para fazê-lo.

As estações contem em si um propósito peculiar a sua natureza. Elas são a exata medida, controlada pelo relógio do tempo para algum processo. Ele não se revela escancaradamente, mas nos manda mensagens. No inverno o processo indica o encerramento de um ciclo, que teve inicio na primavera anterior. Ele é a estação das finalizações. Toda a natureza, isso inclui a nós, precisa se desprender do que não serve mais, para que possamos entrar mais leves, no novo ciclo que recomeça todos os anos a cada primavera.

Por isso, aproveite esse momento que favorece o desprendimento. Investigue! Descubra o que precisa ser varrido para longe da sua vida. Pode ser um amor, um amigo, um emprego, uma casa, um comportamento, um estilo, muitas coisas. Comece fazendo algo que lhe pareça interessante, mude o cabelo; mude o jeito de se vestir; a disposição dos móveis; faça coisas velhas de um jeito novo; faça coisas que nunca fez; abra-se para novos contatos, pessoas novas sempre trazem consigo suas próprias vivências e, isso, é muito enriquecedor. Existem várias maneiras de trazer o novo para a nossa vida e, fazendo isso, o velho meio que se toca que tem que partir.

O novo não consegue bater a nossa porta quando vivemos, sob o mesmo teto, com aquilo que já se desgastou e pior, que teimamos em deixar ficar. É preciso abrir espaço para todos os canais da vida: a mente, o corpo e o espírito. E se começar a praticar, vai perceber que o ato de se permitir coisas diferentes e novas em sua vida, aos poucos se torna natural, como as Estações. E um dia você vai se descobrir mudado.

Então mãos a obra, se ligue no momento e aproveite, ainda dá tempo, o inverno ainda não acabou. Acompanhe esse ritmo que a vida oferece todos os anos. Mande principalmente para longe o inverno "simbólico" que pode estar vivendo com você, que limita os seus movimentos e engessa a sua natureza criativa. Deixe a mudança acontecer, principalmente dentro de você, o fora virá como conseqüência. E lembre-se: o ano que vem tem mais, porque a vida é assim, um estado constante de renovação.

Prepare o solo para as novas sementes, deixe o novo entrar pelas janelas da próxima ESTAÇÃO.

quarta-feira, 11 de março de 2009

A vida na palma da mão


-->Incomoda saber que milhares de crianças e adolescentes, meninos e meninas de todo o país são molestados por adultos, todos os dias; incomoda mais saber que são alvo de pessoas em quem deveriam depositar confiança, gente do seu convívio familiar. Mas incomoda muito, ver a postura de um representante de Deus no caso da menina de 9 anos que foi alvo de abuso pelo seu padrasto, e que finalizou em uma gravidez de gêmeos. Alguns fatores óbvios, para quem se inteirou do assunto; levou a interrupção da gestação. É inaceitável ouvi-lo dizer que abuso sexual é um ato menos grave do que um aborto. Parece-me algo como aquele infeliz comentário do “estupra, mas não mata”, lembrado até hoje como símbolo de descaso a violência contra a mulher, desde que não seja a sua filha; a sua mãe; a sua irmã ou a sua esposa. Esse comentário me dá o direito de questionar. Terá interesse com isso em justificar a onda de abusos que volta e meia se ouvem, vindos do seio da própria Igreja?

Pecar contra a vida, seja ela nascida ou por nascer, para mim tem o mesmo peso, e creio que para muita gente. Qualificar um ato de violência contra um ser humano como algo de menor importância, principalmente quando este é ainda uma criança, é permitir a sociedade que se cometa mais violência. Penso que o arcebispo deveria pensar melhor antes de falar, porque sua voz ecoa por toda a sociedade, nem sempre preparada para filtrar o que recebe. Aquilo que não é grave pode ser cometido sem culpa. Um comentário perigoso e que pode abrir espaço para mais abuso.

A menina foi vítima de um homem doente, fruto de uma sociedade também doente. E daí eu pergunto: Que tipo de comportamento, essa atitude impensada desse adulto desajustado, poderá gerar nessa menina quando ela for uma mulher, no sentido real da palavra. Conseguirá estabelecer relações saudáveis com algum homem no futuro? Confiará nas pessoas? Visto que não encontrou no próprio lar um ambiente onde deveria reinar confiança e respeito. Bem, essas implicações eu não tenho atributos e creio que ninguém os tenha para determinar, mas com certeza deixou suas marcas.

Não sou a favor do aborto, primeiro porque sou partidária da vida; segundo, porque não acredito que nossa humanidade esteja pronta para exercer essa liberdade. Liberá-lo abriria um precedente para mais irresponsabilidade contra a vida. Mas devemos manter o direito à mulher violentada ou que possui riscos para si, de escolher ter ou não a criança que espera, e o Estado deve dar a ela os recursos necessários para isso. Quanto aos demais praticantes do sexo, a aplicação de programas de informação mais contundentes, e penso que a igreja deve participar disso ensinando e não impondo suas regras. Quando você não pode impedir as pessoas de fazerem algo, como sexo, então deve criar mecanismos para ensiná-las a serem responsáveis pelos seus atos. A igreja tem uma ferramenta de acesso ao povo e ao que parece nem sempre sabe usá-la.

Infelizmente, a violência cresce assustadoramente, sem poupar nada e ninguém e, o abuso contra menores, vem junto nesse pacote de horrores. No caso do atentado contra a infância, o pior é a possível conivência dos pais. Muitas mães se calam diante da violência contra suas filhas, por medo; mas quantas razões inconfessáveis podem existir nesse silêncio, que cada um pense e reflita sobre isso. Garantia certa é que, a partir desse instante, muito mais que a infância morre dentro destas crianças.

Todas as filosofias são unânimes em falar do perdão. Portanto, se elas creem que nós, mortais imperfeitos, podemos perdoar nossos inimigos; acredito que Deus em sua infinita sabedoria saberá perdoar essa menina, que ainda não tem claro os valores que regem a sua vida, pelo ato que foi obrigada a cometer. E que ninguém cometa a injustiça de colocá-la no banco dos réus, um lugar que não lhe pertence. A criança somente reproduz aquilo que vê.

Criança vê, criança faz e o faz muito antes de entender o significado real dos seus atos.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Borboletas no escafandro


As últimas palavras soam como uma mudança dentro de mim, fecho o livro.
Lanço um olhar em direção ao horizonte, maneio com a cabeça e ergo levemente o meu nariz para inspirar um pouco mais de ar. Este ar que vem de longas distâncias, querendo me contar histórias. Pareço empreender uma viagem virtual por lugares jamais visitados; universos paralelos que trazem sensações indefinidas de tempo e espaço. Nesse momento questiono a matéria de que somos feitos. Faço uma parada rápida pelas estações da minha vida, reporto-me as imagens em minha mente e vejo pessoas; rostos estranhos; vejo lugares das quais não me recordo. Um ir e vir acelerado de imagens em todas as direções. Imagens do meu cotidiano, registradas em minha memória e captadas muitas vezes sem consciência. Por um segundo, volto meus olhos para o livro que acabo de encerrar. Reabro suas
páginas em minha mente e me pego passeando por entre as palavras soltas dentro da minha cabeça. Ao longe ouço o eco das lembranças de Jean Dominique Bauby *. Alguém que jamais conheci e jamais conhecerei, ao menos não por estas paragens, mas que ficou em mim registrado. Folheio sua intimidade, palavras surgem e percebo que fincaram raízes fundas na minha própria humanidade. Avanço em suas passagens e quase que vejo sua vida desfilando na tela da minha imaginação. Relembro os relatos, sua experiência transformada em livro já no seu estado permanente, ao menos enquanto corpo, de desbravador dos oceanos em seu escafandro particular; renascendo todos os dias para um novo olhar através do único contato com o exterior: o seu olho esquerdo. E dessa única janela para o mundo foi adentrando nas emoções da própria existência. Transformar dor em poesia, não diminui a dor, mas talvez ajude a descongelar o coração.

Precisamos chegar a extremos para parar e olhar a vida além da pele que a cobre diariamente? O retrato das nossas vidas olhadas a distância, em sua maioria é constituída de pessoas perdidas em ações automáticas, que não envolvem apenas trabalho, mas também corações. Acostumamos com tudo, tudo passa a ser rotina, seja o caminho para o trabalho, os colegas, o companheiro (a), os filhos, a família. Tudo é visto como um quadro em uma parede, por onde passamos todos os dias e onde vemos sempre a mesma paisagem. Não parece haver encanto na vida da maioria das pessoas do século XXI. Ou talvez estejamos vivendo demais em função de uma fantasia, assoberbados na busca por status e aceitação social. Até que um dia, somos atropelados por circunstâncias fora do nosso controle. O quadro da parede mudou, ou foi abruptamente arrancado sem aviso, de onde estava. Uma perna quebrada; uma perda emocional ou material; um desemprego ou, às vezes, algo mais grave. Mas tem gente que mesmo nesses instantes, jamais consegue esse olhar além. Alguns dizem que é tudo bobagem, e a vida é apenas o que se pode ver. Muitos de nós vêem apenas o que está ao alcance dos olhos. Mas existem outros tipos de percepções que podemos alcançar, se silenciarmos um pouco o nosso tempo pessoal e nos alinharmos com a vida além da matéria.
Bauby parece que conseguiu ver algo mais nessa viagem inesperada para o seu mundo interior. Um observador atento das atitudes humanas, sem interferências. Lembrando das coisas que por estarem conosco todos os dias, acreditamos que todos os dias ali estarão. E sem uma resposta digna de calar-nos a boca, descobrimos mais cedo ou mais tarde, que tudo muda o tempo todo para todo o mundo, inclusive para nós. Deveríamos encarar nossos dias como uma viagem, repleta de oportunidades a serem exploradas; pessoas interessantes para conhecer; lugares. Nossas mentes estão sempre tão ocupadas com tantas coisas. Perdemos momentos preciosos que não se repetirão jamais, justamente por acreditarmos que eles sempre estarão lá, mas o sempre, só existe nos livros. Assim como Bauby muitas pessoas vivenciaram experiências dolorosas, mas cada uma fez uso da sua segundo a sua natureza. Ele, escreveu um livro e o transformou em vivência compartilhada. Ele poderia ser qualquer um de nós, um parente, um amigo, um conhecido distante. E ele foi tudo isso de algumas pessoas com quem compartilhou sua vida.Se apetecer, faça essa viagem com ele em seu escafandro, pode ser que ele entre em sua vida para ficar, e quem sabe depois disso você entenda o significado da borboleta. * Jean Dominique Baubi Editor da revista Elle francesa sofreu um derrame cerebral que resultou na perda dos movimentos do corpo, com exceção do olho esquerdo.



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional


Livro: O escafandro e a borboleta Bauby, Jean-dominique Editora: WMF Martins Fontes
Filme: O Escafandro e a Borboleta (Scaphandre et le Papillon, Le, 2007)

» Direção: Julian Schnabel

» Roteiro: Jean-Dominique Bauby (romance), Ronald Harwood (roteiro) » Gênero: Biografia/Drama » Origem: Estados Unidos/França
» Duração: 112 minutos

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Somos todos Heróis.

A grande corrida para chegar ao podium da Casa Branca, acabou. As eleições revelaram algumas mudanças em uma sociedade, até então, conservadora. O mundo aplaudiu de pé e participou ativamente desse momento histórico. Uma imagem forte e indelével para os olhos de quem viu a distância, a posse do novo presidente dos Estados Unidos da América. Um presidente de mudanças a começar pela cor da pele, ponto focal de que algo aconteceu nesse país de tantas diferenças. Uma verdadeira comoção nacional, que se estendeu por todo o globo.

Barack Hussein Obama, até então pouco conhecido, tornou-se o centro das atenções. Detentor de uma responsabilidade que abarca não somente o seu povo, mas se estende por todos os continentes, na era da globalização. Um homem multirracial, representante legal das etnias que correm em suas veias, e das muitas etnias que se misturaram nos últimos séculos, neste continente chamado América. Assumiu o seu cargo como um lugar que já lhe pertencesse há muito, com a desenvoltura de um líder. Uma postura de quem nasceu sob os auspícios de um sol no signo de Leão. Falou aos seus sem tropeços, proclamando em voz firme o discurso de quem sabe o que quer, empunhando já nos primeiros tempos a bandeira da mudança e arregaçando as mangas para ela. Carismático e inteligente, conquistou muitos com a sua presença marcante pelos quatro cantos do planeta. Ao longo dos seus poucos dias de mandato tem atuado de forma determinada em direção às suas propostas, quer isso agrade ou não, àqueles que não compartilham dos seus ideais.

E muitas esperanças nascem a partir desse símbolo de poder, representado por um homem. Um homem pode muito, mas não pode sozinho. Essa transformação social não pode vir de um único individuo, nem que ele o quisesse. Para que haja uma mudança de verdade, ele deve ter ao seu lado pessoas caminhando em uma mesma direção. O mito do Herói prevê um salvador, que irá varrer para longe todos os pesadelos que assombram nossas noites mal dormidas. Queremos proteção, segurança, bem estar, paz para o corpo e para a alma. Ficamos a espera que alguém faça isso por nós, como um pai que limpa todas as barras. Muitas vezes, recusamos assumir a nossa parte nesta empreitada para melhorar o mundo. Mas o mundo necessita de todos nós e não temos como nos furtar disso. É preciso assumir o quinhão que nos cabe no contexto social em que vivemos, comprometendo-nos com nossas ações e o reflexo de cada uma delas.

A transformação social só pode acontecer através do envolvimento de todos os indivíduos que compõem uma sociedade. Quando um indivíduo promove mudanças em sua vida, estas naturalmente se estendem a todo o grupo. E essa é uma roda que tanto pode girar para cima, como para baixo. Estamos perdendo a consciência social e vivendo em um mundo de interesses particulares. Uma sociedade ajustada é aquela que trabalha em união com toda a gente, propiciando o desenvolvimento de todos, criando bons cidadãos. Como disse Gandhi: “Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”. Esperamos que o mundo mude para melhor, mas o que fazemos de fato para que isso aconteça? E muitas vozes ecoarão: Mas não posso mudar o mundo sozinho. E eu posso responder-lhe que, se você mudar o seu mundo, mesmo que ele se restrinja a um pequeno número de pessoas, já estará fazendo o suficiente, pois você é parte integrante de uma rede que se expande infinitamente.

Talvez Obama se torne um modelo a ser seguido, quanto a isso, somente o futuro poderá responder. Mas não podemos negar que deixa uma primeira boa impressão, ao menos para mim. E que possamos nos inspirar nesse sentimento que ficou, e trazê-lo para o nosso dia-a-dia. Por isso, que cada um de início aos seus próprios mandatos, com propostas consistentes de melhoria; promovendo transformações positivas para nós e para a sociedade da qual somos parte integrante. Que possamos nos espelhar em boas ações e cometê-las. O bom exemplo sempre inibe os maus, e gera frutos positivos. O mundo nada mais é do que um reflexo de nós mesmos; nossas guerras pessoais; nossos conflitos internos, portanto não reclame se ele não lhe parecer tão bom quanto gostaria. Pense sobre isso e no quanto as suas atitudes, por menores que sejam, reverberam pelo espaço em que você habita. Por isso perceba o quanto você é importante nessa engrenagem que pode transformar o mundo. Somos todos, Heróis. Aproveitemos à deixa e nos espelhemos no desejo de mudança. Vamos hastear essa bandeira em prol do crescimento pessoal e social, fazendo a nossa parte. Quem sabe assim possamos entregar o nosso planeta melhor do que o recebemos, para as futuras gerações.



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Destino e Livre Arbítrio. Quem é quem na roda da vida.

O destino escrito nas estrelas, nos números, nas cartas, na bola de cristal, no jogo de búzios. Ferramentas de contato com o plano do cosmos; com o plano do inconsciente, que tudo sabe e tudo vê, mas nem tudo revela. Descortinar o futuro, os desígnios do destino. O que estará por trás desse desejo do Homem em conhecer o futuro, e o que ele nos reserva? 

Mas será o futuro imutável? Esse contrato assinado, em um tempo distante da memória, fechado a negociações? Estaremos fadados a aceitá-lo, sem abertura para emendas? Alguns crêem que assim é, e assim será. Maktub! Outros que o destino está em nossas mãos e podemos mudá-lo conscientes ou não, através do livre arbítrio. Mas até que ponto o livre arbítrio pode influenciar esse destino e mudar todo esse esquema.

Destino e livre arbítrio. Afinal, quem é quem na roda da vida.

Nossa vida, uma caixinha de surpresas. Uma bagagem recebida ao nascer, que teremos que carregar conosco para onde quer que a gente vá. Uma mala na medida de cada um, que contém o que fomos e o vir a ser. Atributos que podem nos fazer grandes, e outros nos tornar pequenos. Chegamos com eles, o que não significa ter que carregar todos de novo na volta. Tudo dependerá da nossa habilidade em manejar seu conteúdo. Uma bagagem mais leve e de qualidade, certamente nos facilitará muito na próxima viagem. De qualquer forma, nada está ali por acaso, quer seja para nos ajudar ou dificultar a nossa passagem na alfândega da vida.

De onde vem a bagagem? Bem, esta é uma pergunta de muitas respostas. Quem acredita na sucessão de vidas, é unânime em dizer que essa é a origem de tudo. Sendo assim, se toda a ação implica em uma reação, podemos considerar nossa existência atual o resultado de um passado, ou vários, que nos escapa a memória, e a ele podemos dar o nome de destino. E, se o propósito de cada passagem por estas terras é experimentar para evoluir; se estamos aqui para desprender e nos elevarmos acima das condições do maya (ilusão) terrestre, teremos então nesse destino brechas para uma mudança. As emendas do contrato, pelo exercício do livre arbítrio, que se dará à medida que, dentro dessa condição fechada, que é a bagagem que trazemos ao nascer, efetuarmos escolhas que nos conduzem ao nosso aprimoramento. Conscientes ou não, somos influenciados por ações passadas e, a todo o momento, promovemos situações que resultarão no nosso amanhã. Portanto, destino e livre arbítrio andam de mãos dadas, um atuando sobre o outro a todo o instante.

É possível que, em algum momento da vida, possamos sentir a necessidade de nos embrenhar em uma verdadeira jornada da alma, em busca dessas respostas. Transitamos entre os tempos, invadindo o terreno do passado para justificar o presente que, aliás, é tudo o que temos, e tentamos nos projetar no futuro, em um Tempo ainda por vir. Um ir e vir entre as estações do Tempo, uma contingência terrestre para dar ordem a todas as coisas por aqui. E, para adentrarmos as portas do não-Tempo recorremos a muitos meios, nem sempre confiáveis, não pelos meios, mas por quem se dispõe a intermediá-los. Somos seres cheios de ruídos e, é sempre bom lembrar, que nem tudo nos é permitido saber. E mesmo após muitos milhares de anos terrestres, desenvolvimento e muita tecnologia de ponta, essas questões da alma ainda permanecem insondáveis, mesmo para as mentes mais brilhantes. Diante do destino e do direito ao livre arbítrio, como saber qual a melhor escolha neste destino previsto para nós. Mas as ferramentas para o contato do Homem com o seu ser superior, estão aí, através dos muitos meios, alguns mencionados no início deste texto.


À noite, olhe para o alto, se você tiver sorte poderá ver um espaço cheio de estrelas, as mensageiras dos céus e que podem contar muito sobre nós. Esse céu que nos revela os mapas de nossas vidas, as nossas direções, o caminho de cada um. Quando abrirmos os olhos para ver o que deve ser visto; os ouvidos para ouvir com humildade o que deve ser ouvido; quando abrirmos à mente além da razão, para entender o que nos querem dizer com a mente do coração, estaremos mais perto de uma virada no leme das nossas vidas para um rumo diferente. Vale a pena conferir.



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional