segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Sabor de recomeço.


Estamos finalizando mais um Ano Novo Cristão. Um ciclo criado pela cultura ocidental há pouco mais de 2000 mil anos. Para ela, esse é o momento de refletir sobre o que passou e, enviar ao Universo, os seus pedidos para o novo ano que se inicia. Uma egrégora criada pela humanidade que transmite à todos através da sua passagem, uma força de recomeço.

Mas muitas outras egrégoras foram criadas ao longo da trajetória do Homem pela Terra, imantando esses períodos de passagem com a energia da renovação. Do Oriente temos o Ano Novo Judaico o Rosh Hashaná, criado a partir dos ciclos lunares e que comemora o aniversário de criação do mundo. Esta data coincide com o outono (hemisfério norte), época em que os judeus e outros povos iniciavam o novo ano agrícola. Ainda do Oriente temos o Ano Novo Chinês, que segue também o calendário lunar, portanto não tem uma data fixa para começar. Geralmente ele se dá no início da primavera (hemisfério norte), sempre no final de janeiro ou inicio de fevereiro; que para os chineses representa a estação onde a vida volta a florescer. Outras datas comemorativas de Ano Novo, leva em conta eventos de origem cósmica, entre eles temos o Ano Novo Maia, que é o dia do evento cósmico em que a estrela Sirius atinge a sua máxima ascensão em relação ao Sol. O calendário Maia diferente do ocidental, também se baseia nos ciclos lunares, ou seja, 13 meses (ou 13 luas) de 28 dias cada um, totalizando 364 dias. Ainda seguindo a linha dos eventos cósmicos, temos o Ano Novo Astrológico que para o hemisfério sul está relacionado ao Equinócio de Outono e, tem início quando o Sol ingressa no signo de Áries, traçando um novo ciclo que irá percorrer os doze signos solares.

O que essas datas têm em comum? A renovação e a prosperidade para o corpo e para a alma. Aproveite sempre esses momentos para elevar os seus pensamentos e projetar boas coisas para o futuro. O seu e de toda a humanidade. Não aguarde apenas pelo final do ano ocidental para iniciar novos projetos de vida.

Esses são alguns dos eventos que acontecem distantes da maioria de nós, mas são datas poderosas, pois possui em sua essência a energia das tradições ancestrais, que cada ser já nascido enviou e que continua emanando para o Universo. Vamos usufruir dessas boas energias para renovar tudo a nossa volta.

Mas não esqueça que tem um Ano Novo que é especial, e que é somente seu e de todos aqueles que compartilham com você, o dia do seu nascimento. O dia em que você recebeu do Universo o seu código astral que iria acompanhá-lo por toda a vida. Ele pode ser conhecido através do seu mapa astral.

Por isso, todos os dias, é Ano Novo para muitas pessoas no planeta e, é desse dia em diante que novos projetos são construídos. O seu Ano Novo tem início no dia em que o Sol retorna ao mesmo ponto de quando você nasceu. A cada aniversário um novo ciclo se inicia. E ele é o mais poderoso, porque ele é o seu dia especial.

Estamos na virada do ano, 2009 está chegando! Comemore como você quiser e com quem você quiser. Faça a sua cerimônia particular, envie boas vibrações a todos, some aos milhares de pensamento positivos de todo o planeta. Pensamentos de paz, amor e harmonia. Mas não se esqueça de sempre dar uma atençãozinha para o dia em que você nasceu, é nesse momento que para você tudo tem sabor de um novo começo.

Feliz 2009.



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

domingo, 16 de novembro de 2008

Onde está o mestre?

“Quando o aluno está pronto o mestre aparece.”

Se você é uma pessoa empenhada no desenvolvimento pessoal, provavelmente já ouviu essa frase. O mestre e o pupilo. Este último, o novo herdeiro do conhecimento, pronto para recebê-lo e, futuramente, retransmiti-lo como o novo mestre, desde que é claro, se mostre digno. Esse encontro com alguém especial, que parece ter desvendado o caminho para a iluminação, capaz de estender-nos a mão e nos tirar do abismo em que acreditamos estar; nos revelar mistérios; abrir as portas do templo do conhecimento e, conduzir-nos à transformação. Isso nos conduz muitas vezes em direção a percepções irreais e buscas infrutíferas. Ficamos na ilusão de que um dia isso possa acontecer com a gente, desde que trabalhemos com afinco em direção a esse encontro. Mas o tempo passa e você descobre que ele não vem. Ao menos não como fomos ensinados a acreditar.

Não encontrar o "mestre" ou, deparar-se com “falsos mestres”, pode gerar sentimentos de descrença em toda essa corrida pelo aprimoramento pessoal. Porque buscar um mestre é procurar uma verdade que ilumine a nossa existência. Mas qual é a verdade neste mundo tão heterogêneo? Quantas verdades baterão a nossa porta até que encontremos uma condizente com as batidas do nosso coração? O caminhar em direção a essa meta pode tornar-se cansativo, e nos fazer sentir inaptos para trilhar pela senda da espiritualidade. Mas diferente das histórias e dos livros, muitas vezes romantizados, onde o pupilo encontra o seu mestre, a busca para os indivíduos comuns continua, e poucos realmente o encontram. Não porque não estejam prontos, mas talvez porque não saibam exatamente por que, onde, como e o que procurar.

Então quem é o mestre, ou talvez fosse melhor dizer: o que é o mestre e aonde procurá-lo? O mestre dos livros seria alguém que percorreu caminhos ainda desconhecidos por nós e encontrou a “verdade”. Aquele que sabe algo que ainda não descobrimos, e que seja um veículo para a nossa iluminação. Mas, se descobrir subentende algo que está coberto, basta uma abertura das nossas mentes para descortinar os seus véus e revelar os seus segredos. E, se olharmos com atenção, o mestre não está tão longe assim, às vezes um passo à frente e você poderá tocá-lo sem o saber. Porque o óbvio é como uma mão invisível acenando em nossa direção, nem sempre conseguimos enxergar.

À medida que avançamos e nos abrimos para o aprendizado, os mestres se revelam. Mas isso significa deixar muita arrogância espiritual e intelectual de lado, um dos maiores empecilhos para esta jornada. Essa é uma das condições para o encontro entre o mestre e o aprendiz. O mestre surge no momento em que sintonizamos com a vida e com tudo que ela tem a oferecer. Você percebe que ele está em tudo e em cada um de nós. Que se faz presente a todo o momento, aonde quer que você esteja, aonde quer que você vá. Mesmo aqueles que nos causam “mal”, tem em nossas vidas a função de mestres, por mais difícil que seja aceitar isso. E, se você der uma olhada rápida a sua volta, verá que eles estão por aí, as centenas. Não existe conhecimento se não estivermos receptivos a ele e, sem isso, nunca haverá mestres.

A vida é simples, mas a caminhada requer esforço. Essa busca por alguém que nos leve pela mão e nos conduza ao aprendizado; alguém que ajude a cortar o caminho para a nossa evolução, está dentro de nós. Nós possuímos as chaves para as portas desse templo. E somente com a nossa permissão é que elas poderão ser destrancadas. Você pode estar diante de uma pessoa nobre e evoluída, capaz de oferecer muito à você, mas se você não abrir as portas do seu coração e da sua mente, nada acontecerá. Quando aquietarmos a mente e removermos o véu que cobre as nossas percepções, poderemos finalmente aprender com cada pessoa e com cada experiência. Quando lemos um livro, ouvimos uma palestra ou, seguimos os passos de alguém a quem admiramos, estamos apenas estabelecendo uma conexão com a nossa sabedoria interior, através de mediadores.

Somos todos mestres e aprendizes. Quando estamos receptivos ao que temos para compartilhar, nos revelamos mestres. Quando nos abrimos para ouvir o que o outro tem a dizer, somos aprendizes. E assim vamos ensinando e aprendendo. O princípio da prosperidade. O mestre está sempre ao nosso lado, dentro de nós, à nossa frente e, em todo o lugar. O mestre sou eu e você em continua alternância, dentro do Tao.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Orelhas e Bocas

Um dos sábios conselhos de minha mãe e foram muitos, é que eu aprendesse a ouvir e a calar. Ela sabia muito bem porque estava a me dizer isso. Em termos práticos é um conselho precioso se você quiser evitar encrencas no dia-a-dia; seja no trabalho, no ambiente social, entre amigos e no seio familiar. Visto termos muitas vezes o hábito de passar para frente o que ouvimos. E, como um telefone, sem fio, perpetuamos uma informação, já alterada muito antes de chegar a nós; acrescentando a ela, o nosso discurso. O conto e o ponto em continua propagação.

Esses nossos comportamentos sociais, geralmente escondem uma agitação interna difícil de controlar. Uma dificuldade em lidar com as próprias necessidades e conflitos. Nem sempre o nosso discurso é positivo, às vezes, estamos apenas engrossamos o caldo do falatório sem propósito, uma estratégia para manter a mente ocupada. Mas como silenciar a inquietude, aplacar a ansiedade, a agitação que mantém em um movimento constante tudo dentro de nós. Esse caminho para a mansidão nos pede disciplina; um acerto de contas com as nossas tensões internas; um desconectar-se temporário do ego, desejoso por atenção. E, se não falamos com a boca, falamos com a mente, num ir e vir de pensamentos desconexos.

Continuamos na corrida frenética do dia-a-dia e não conseguimos reduzir o ritmo. Temos pouco tempo, temos pressa, temos desinteresse. Não sabemos ouvir, porque ouvimos coisas demais. Por isso quando ouvimos o fazemos mal, entendemos mal. Desaprendemos de ouvir, porque muitas vezes só queremos falar.

A relutância em diminuir o compasso para alguns é enorme e, quando afastados do ambiente social, acomodados em seus lares, não desligam. Ligam a TV; ligam o som; ligam para alguém, com medo de se ligarem. Ligarem em algo que, em suas cabeças, precisa permanecer desligado. Desligar o mundo de fora, para se ligarem no próprio mundo pode ser uma ameaça, com revelações às vezes, difíceis de encarar. Um risco que muitos não querem correr. O risco de ter que ouvir a própria voz. O silêncio incomoda e provoca apreensão em muitos corações, que se descobrem vazios.

Não basta ouvir com as orelhas, tem-se que ouvir com você inteiro. Esvaziar-se e seguir limpo dos pré-conceitos, das críticas, das
opiniões formadas. Ouvir exige atenção, no sentido da reflexão, da concentração. Só assim poderemos filtrar o que vem a nós, e o que vem de nós. E quando conquistamos esse silêncio percebemos que ele não nos ensina apenas a escutar o que o outro nos fala, mas a nós mesmos. Abrir o ouvir para os nossos anseios; para sintonizar com o nosso ritmo, as batidas do nosso coração. Ao calar, seguimos pela trilha do silêncio em direção a voz interior. Ela nos abre às percepções. Percepções para ouvir mais do que as palavras, o tom de voz, os gestos, as expressões do rosto, os significados entre linhas.

Calar é estar aberto para ouvir e ser ouvido. Porque o mundo sempre devolve aquilo que você dá a ele. Silenciar o eu interior é abrir-se para o que o mundo tem a dizer e seguir em direção a si mesmo, para escutar a própria voz e o que ela nos quer revelar. Aquela voz que habita em nós, no próprio silêncio.

Um minuto de silêncio! Você consegue?



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Astrologia na educação. Um caminho de orientação.


Sempre acreditei que o futuro depende do nosso agora e de como ele é conduzido. Ele é um grande oceano e você nunca sabe de onde pode vir à próxima onda, e para onde ela o irá levar. Ele é o resultado das nossas ações, vivenciadas a cada momento. Por isso o agora é tudo o que temos, e é com ele que devemos trabalhar. Plantar no agora, para colher nesse futuro de possibilidades.

Tudo que nasce desse plantar, traz consigo um potencial. Seja uma pessoa, um evento ou uma idéia. E este irá se revelar, a partir dos estímulos positivos e negativos que receber ao longo do seu desenvolvimento. Podemos exemplificar com a idéia da árvore. Semeada na terra para tornar-se uma árvore, o seu crescimento estará intrinsecamente ligado ao adubo que receber, as regas adequadas, a contenção das pragas, as podas e o ambiente, para que suas qualidades floresçam e possam ser oferecidas ao mundo.

Assim somos nós. Nascemos com um potencial que também necessita ser adubado e aguado, na medida certa e no tempo certo, podados sempre que necessário e, como não somos uma árvore, uma série de outros estímulos para que possamos concluir a meta para a qual nascemos. O primeiro e mais importante estímulo que recebemos provém dos nossos pais. Esse casal simpático que por vontade própria ou, das circunstâncias em que se envolveram ao ouvirem o chamado da natureza, resultou em você, em mim e em todos nós.

O nascimento de uma criança é um misto de emoções contraditórias, alegrias e preocupações. Daí vem à pergunta? Como educar e qual a medida, visto que, o que funciona com uma criança, não necessariamente irá funcionar com a outra. Como entender e descobrir as sutilezas de cada uma e, a partir desse conhecimento empreender uma educação mais assertiva. Quais as ferramentas disponíveis para isso? É importante investigar o que a sociedade moderna tem a nos oferecer. Investir na infância é investir no futuro e, portanto, em toda a sociedade.

Educar não é uma tarefa fácil, como obter o melhor desses pequenos para que se tornem grandes. E é aqui que eu apresento a velha e conhecida Astrologia. Instrumento para o auto conhecimento, pode ser de grande ajuda nessa tarefa de educar, desde que conduzida por mãos hábeis e amorosas. Na educação, a Astrologia pode atuar como uma ferramenta de orientação aos pais, para compreender melhor os seus filhos. Portanto, revela-se útil se aplicada com consciência, permitindo um estímulo aos potenciais e um empenho na superação das deficiências e limitações. Uma educação focada no respeito à expressão da individualidade e associada a consciência de que somos seres sociais, inseridos dentro de regras e acordos, gerará frutos maduros na vida adulta.

É preciso semear na terra fértil da infância um futuro melhor e mais feliz. Muitas vezes nos deparamos com situações de rebeldia e agressividade infantil, mas o que é isso se não uma resposta a um potencial que quer se expressar e ainda não encontrou o canal adequado. A natureza tem seus meios, e sempre buscará uma maneira de lançar ao mundo aquilo para o qual veio; por bem ou por mal. Você até pode achar que está dando "tudo" ao seu filho, mas o tudo que você dá, talvez não esteja de acordo com o "tudo" de que ele necessita. Qual o melhor caminho? O melhor caminho é aquele que considera os anseios do indivíduo; que respeita os seus ritmos; procura compreender as suas necessidades, e reconhece o seu direito de ser e a sua maneira de manifestar-se no mundo.

A Astrologia fornece um caminho de orientação aos pais, na educação dos seus filhos. Mas não podemos esquecer que, o entendimento só pode ocorrer na medida em que nos abrimos para compreender melhor a nós mesmos. Se cada um fizer a sua parte ampliando os seus horizontes, uma sociedade menos desajustada é uma possibilidade para o futuro. Para isso é preciso trabalhar com essa proposta, e isso requer esforço e dedicação. E vamos pensar, que melhor lugar para começar essa mudança se não no seio familiar.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

terça-feira, 14 de outubro de 2008

"O Momento Zen"

Lá está você diante do horizonte, ar fresco, brisa suave, pássaros cantando. Ao longe, as árvores em vários tons de verde sacodem suas folhas, acompanhando o ritmo do vento. E você observa esse balancinho e entra na dança da natureza, sente uma grande alegria e deseja, por um segundo, perpetuar esse momento. Até que sem aviso, você é arrancado desse transe por um som distante. Olha para o lado, e nada vê. Volta-se para o horizonte, e percebe que o ar fresco e a brisa suave, para a sua surpresa, desapareceram. O oásis em que se encontrava de repente se transforma, e você registra um novo ambiente: o seu quarto. Onde você se largou, cansado, na noite anterior. Ainda atordoado percebe que tudo não passou de um sonho. O barulho sim, era real. Era o seu despertador, anunciando um novo dia. A noite de descanso acabou e, em desabalada carreira você parte em direção a sua maratona diária.

Quantos conseguem uma parada para relaxar. Às vezes nem em sonhos nos desprendemos da rotina. Aquela que nos tira do eixo e nos afasta de nós mesmos, nos afasta das pessoas. Como podemos parar por alguns instantes e respirar fundo; dar-nos um tempo; uma pausa para os pensamentos. A corrida pela sobrevivência fala tão alto que ficamos impedidos de escutar com atenção os sinais do corpo, os anseios do coração. E não percebemos que, esse parar por um instante, pode significar uma grande transformação em nossas vidas e, geralmente, para melhor no quesito qualidade. Mas para isso, precisamos abrir mão de algumas coisinhas as quais estamos presos. Coisinhas que, se olharmos atentamente, dá para viver sem. Mas quantos estão prontos para esse desprender? Quantos podem e quantos conseguem? As variáveis são tantas, que cada história merece uma atenção especial e uma solução diferenciada.

Suprimo-nos de muitos lugares para o descanso: retiros, spas, pousadas, hotéis, alguns mais afortunados, tem os seus próprios paraísos, na praia ou no campo. Recantos construídos com o propósito de nos desligar das turbulências da vida. Mas estes nem sempre estão ao alcance das mãos e, quando estão, é por pouco tempo. Quem pode, hoje, se permitir uma pisada mais longa no freio da vida cotidiana. Se para você isso é difícil, tem que começar a por a cabeça para funcionar, e buscar uma saída para incluir na sua vida "O MOMENTO ZEN". Isso não quer dizer que você terá que fazer meditação ou Yôga. Até porque não são práticas para todos os temperamentos. Momento zen é apenas uma alusão a um instante que pode ser reservado para você desconectar. O botão off das questões diárias. Um direito de esquecê-los, temporariamente, e armazenar energias para enfrentá-los mais tarde. Reflita sobre o que precisa ser mudado, e como pode começar a mudar. E não pense que para isso você precisa ter muito dinheiro, uma coisa nada tem haver com a outra.

Qualidade de vida são os pequenos atos do dia-a-dia que você vai incorporando na sua rotina, e que melhora você por inteiro. O seu momento zen pode ser qualquer coisa que o atraia e lhe dê prazer, tal como: andar de bicicleta, brincar com o cachorro, cozinhar, pintar ou, até mesmo, uma atividade rentável, porque para algumas pessoas é o que falta, quando ficar em casa é a rotina. Descubra o algo que está faltando e que pode ser inserido na sua vida para depois, antes ou durante toda aquela maratona de responsabilidades que você assume por obrigação. Observe a sua alimentação, ela é a base para todo e qualquer empreendimento; observe as suas emoções, elas precisam estar em ordem para você esgotar-se de prazer no que está fazendo. Crie e transforme esse espaço para você em um hábito, como o de escovar os dentes e tomar banho. Não dá pra ficar sem, não é?

Sei que falar é mais fácil do que pôr em prática, essa mudança requer para a maioria muito esforço e tempo. Às vezes não sabemos nem por onde começar. Mas cada um dentro da sua realidade precisa pensar sobre isso, mexer os seus pauzinhos, encontrar força e vontade para buscar uma solução. Qualidade de vida, não pode ser apenas um sonho para poucos. Estamos tão ligados no automático que esquecemos do essencial. Projetamos tantas coisas para o futuro, que esquecemos que a vida é o Agora. Ele é tudo o que temos e, é nesse agora em que vivemos que é preciso pensar. É nele que devemos construir, dia após dia, um espaço sagrado. Um espaço para você; para você com a sua família; você com os seus amigos. Estamos aprisionados a tantas coisas que acabamos esquecendo que quem paga a conta e o pato das nossas vidas, no final, somos nós. Por isso é importante sermos mais responsáveis em relação a ela, em relação às escolhas que fazemos todos os dias. Um movimento pequeno que seja, pode transformar o seu mundo em um lugar melhor para você viver, e para todos a sua volta. Porque você estando bem, o mundo ao seu redor fica bem, também.

Pare, feche os olhos e imagine que aquele sonho da brisa suave e pássaros cantando pode ser uma realidade, todos os dias, dentro de você.



Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O passar das horas

Ao nascermos todos os relógios apontam em uma única direção: O futuro. Vamos sendo conduzidos pela vida em um ritmo natural e, o tempo, nos parece ir acelerando com o passar dos anos. Mas não é o relógio que está girando mais rápido, esse mais rápido é como o vemos passar. O tempo é algo estranho, pois ele estica e encolhe conforme a nossa vontade. Um processo ditado pela percepção humana. E nos vemos envelhecer através do espelho, que reflete uma realidade muitas vezes difícil de aceitar. O envelhecer é obrigatório, mas como envelhecer é opcional. E isso é um processo da vida que poucos param para pensar. Vamos vivendo em um ritmo frenético dos dias, dos meses, dos anos, apagando velinhas.

Em um passeio rápido com os olhos pelo nosso mundo, podemos ver casais de velhinhos de mãos dadas nas praças; passeando no parque com os netinhos; jogando dominó com os companheiros de vila; podemos ver velhinhos solitários pegando ônibus e, ainda trabalhando, porque para alguns a velhice é dura; outros, em bandos como os pássaros, exercitam a sua liberdade e partem em viagem, por alguma excursão destinada a terceira idade; alguns em cadeiras de rodas, porque as pernas não respondem mais aos comandos do cérebro, as forças já não sustentam o corpo antes viril. Vemos velhinhos teimosos e “caducos”, mas que nem sempre o são, nossa visão de quem pensa estar no auge das suas faculdades mentais não entende que os ritmos vão mudando, o compasso tem outra batida. Podemos ver também velhinhos realmente senis, refugiando-se em seus próprios mundos, fugindo das amarguras com as quais não souberam lidar; os vemos as centenas em asilos ou casas de repouso.
E, sem precisar correr os olhos para muito longe, vemos os nossos pais envelhecerem, mas nem sempre conseguimos ver o nosso próprio tempo chegando. Parece-nos surpreender o envelhecimento do outro, talvez como uma forma de adiar o nosso próprio. A velhice é sempre um ponto delicado em qualquer tempo e em qualquer lugar. E nesse assunto não sabemos aprender com os mais velhos, porque a velhice nos parece algo distante, até que cheguemos a ela.

“Não tem esse papo de que ficar velho é coisa da cabeça” - Palavras ditas por alguém que estava chegando lá; alguém que já sentia os seus reflexos, ou melhor, estava a perdê-los. Velhice é tratada como uma doença, algo com que acordamos um dia, de repente, e que não tem cura. Não há vemos acontecer dia após dia, não há meios de detectá-la, até que o espelho um dia a revele diante das vistas fracas prontas para enxergar.Você pode se manter jovem por dentro, mas o seu corpo vai apontar para outra direção. Você pode estender por anos o vigor físico através de dietas saudáveis, esportes, meditação, disposição para a vida, mas ainda assim o tempo não reduz a sua marcha. E você vai perceber que o vigor tem um novo compasso, nas diferentes etapas da sua vida e, assim será quando chegar a terceira idade. Como é difícil aceitarmos esse processo que nos conduz ao fim de uma etapa de vida. Talvez porque envelhecer nos aproxime mais da morte, mesmo que está não seja um privilégio dos mais velhos.Dizem que tornar-se idoso é voltar a ser criança. E tudo faz sentido. Nesse momento muitos deixam seus lares, laboriosamente conquistados, para viverem com os filhos. Perdem os seus espaços, a sua autonomia, a sua independência; o medo do abandono se instala. Em um momento o pai é a força que protege o filho, viramos a moeda e vemos o filho a proteger o seu pai, ou não. Existem muitas histórias, e nem todas tem um final feliz. A fragilidade se revela até nos mais fortes. A pele já não responde rapidamente aos ferimentos. Deixa de ser forte e protetora e torna-se uma fina camada denunciando nossa verdadeira pele. Expondo-nos ao mundo.E olhamos a idade como a um mostro a consumir-nos em pesadelos. Tornar-se idoso chega a ser doloroso, pois a juventude não está preocupada em olhar antes do tempo, para um tempo que um dia será seu. Como culpá-la por isso, pois é esse vigor que nos impulsiona em direção ao futuro. Mas um alerta deve ser levantado, pois a busca pela juventude eterna nunca foi tão procurada. Vivemos em uma época onde a beleza e o fresco da juventude, supra-sumo da existência humana, ofusca a realidade. Você pode esconder-se atrás de uma pele reformada, mas isso não irá frear o que não tem freio. O TEMPO. Não conseguir perceber no envelhecimento um estado natural das coisas, arrisca não somente a congelar o seu corpo num tempo (terrestre) que não lhe pertence, mas a sua mente e o seu espírito. Os processos andam em paralelo, nas diagonais e em linhas cruzadas. Interligados e interdependentes.Se eu pudesse ver através dos olhos daqueles que já não tem tantos olhos para ver, e atravessar a tênue nuvem que parece querer ofuscar suas almas, pois dizem que os olhos são o espelho da alma, e nessa travessia cruzar as pontes do tempo e reviver suas histórias, veria: amores que foram e amores que não foram; veria paixão e arroubo; veria garra para enfrentar o mundo e, um grande parque de diversões que o mundo um dia foi para todos nós, cheio de possibilidades. Veria alegrias e tristezas, sorrisos e lágrimas. Veria um coração bater mais forte com a chegada do primeiro filho; um coração fechar as portas por um amor não correspondido. Veria corações abertos para a vida, e corações fechados por medo de serem feridos. E ali estaria a história de cada um e de todos nós.Devemos saborear como a um delicioso petisco, todas as fases de nossas vidas, e aceitar sem medo o ritmos do tempo. Devemos aprender a olhar com simplicidade para a vida e tentar alcançar uma visão macro do que somos e qual o rumo que iremos seguir. Não sabemos de onde viemos e nem para onde iremos. Mas sabemos que como nascemos um dia partiremos, em direção a um novo tempo e um novo espaço.Negligenciar a velhice é deixar para trás a própria história. É deixar a sabedoria para depois, para um tempo que ainda não existe. Apesar de que não creio que velhice e sabedoria sejam coisas que andem juntas. Tem-se que cultivá-la ao longo do caminho, no tempo em que você ainda acredita que tem, um mundo inteiro pela frente.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Impressões do Cotidiano


A Idade da Loucura.

Vivo em uma grande metrópole e, cada dia que passa, observo a olhos nus uma enorme bomba se formando, incapacitados que somos, em operar mudanças eficazes na construção de um lugar melhor para se viver. E estamos inchando. Somos uma metrópole que cresceu demais e que não consegue administrar a sua própria grandeza. Pessoas são como cidades. São Paulo é daquelas que tinha a semente da grandeza. Mas como tudo, sejam pessoas ou cidades, é importante se descobrir à medida; o limite das coisas.E ela continua crescendo. Crescendo para cima, com novos empreendimentos imobiliários pipocando a cada dia. Onde caberá tanta gente? Porque uma coisa é estarmos vivendo “uns em cima dos outros”, em caixas cada vez menores, chamadas de apartamentos. Outra coisa é essa massa de gente toda reunida na horizontal. Precisamos expandir o país. Criar novos pólos, dar a oportunidade a outras cidades de se tornarem grandes. Mas algumas cidades querem continuar pequenas, como algumas pessoas, e não permitem mudanças.O meu mundo é visto pelos olhos desta cidade, onde nasci e vivo desde sempre. O meu universo, formado por isso que fui absorvendo ao longo da trajetória da minha vida. E posso garantir, esse crescimento exacerbado não pode ser bom para ninguém.Quando olho esse mundo em que eu vivo, e expando para além das cortinas do tempo, fico aqui imaginando com os meus botões: Como será definido esse período em que vivemos daqui a 1000 anos? Posso usar a minha imaginação, coisa que não me falta, para ter uma idéia. Projetar o meu pensamento até um futuro distante e desconfiar que o nosso tempo, nesse lugar que eu vivo, pode ser aclamado como a “Idade da Loucura”. Pressupondo que os movimentos em busca de uma melhor qualidade de vida, consigam ramificar-se amplamente por todos os setores da sociedade e, lentamente, passe a fazer parte do dia-a-dia dessas pessoas do futuro.Sim, a Idade da Loucura. Tempos conturbados estes, principalmente para quem vive por aqui nos grandes centros. Mas também difíceis para quem vive e respira neste mundo dos transgênicos e vida artificial. Neste mundo globalizado; onde tudo, afeta a tudo. Poluição generalizada, e se alastrando por onde o Homem passa. Somos seres que deixam rastros. Pulmões verdes cada dia mais escassos, incapazes de aplacar toda a sorte de gases expelidos de todos os tipos de canos, sejam metálicos ou orgânicos por todo o planeta. Lixo espacial pela eternidade ao redor do planeta Terra. Buraco na camada de ozônio...
Esse Tempo em que o Homem ainda almeja não somente continuar a sua exploração pelo espaço, mas colonizá-lo. Povoar outros planetas, ampliar suas áreas de influência. Destruímos a Terra e, como gafanhotos, sem moradia, estamos criando recursos para morar na Lua e prospectamos mais longe. Incompetentes, para cuidar da própria casa, buscamos a casa alheia para espalhar mais sujeira e desordem.Estamos vivendo a Idade da Loucura, onde não conseguimos reconhecer no outro a nós mesmos; com as mesmas necessidades básicas a serem satisfeitas, e com desejos próprios relativos à natureza de cada um. Guerras políticas e ideológicas, onde todo tipo de sangue real e simbólico, é derramado todos os dias das mais imagináveis e inimagináveis formas. Sangue tão vermelho quanto o meu e o seu. Como podemos ser felizes num mundo onde pessoas e seres vivos sofrem nas mãos dos seres pensantes do planeta Terra, chamado Homo Sapiens.

Tanto conhecimento adquirido ao longo da história e ainda permanecemos bárbaros. Tantas religiões e filosofias de vida tentando ensinar o respeito e o amor ao próximo, e ainda não compreendemos que, respeito pressupõe liberdade, para mim e para você também. Que respeito é viver e deixar viver. Ao que parece, cada um está mesmo é tentando salvar a própria pele. Mas esquece que se o mundo não for um bom lugar para viver, não há pele que sobreviva. Porque a sua seria diferente?
Não pode existir felicidade num mundo onde seres vivos de todas as espécies sofrem nas mãos de outros seres vivos.

Buscamos o nosso crescimento e a satisfação dos nossos desejos. Esquecemos que todos buscam a mesma coisa. Um buraco de insatisfação aumenta, a cada dia. Bombas relógios prontas para explodir. Multidões correndo o tempo todo, para todos os lugares e para lugar nenhum. Vivemos uma vida que não é a nossa, através dos personagens de televisão, da fofoca da vida alheia nas revistas de entretenimento. Desconectadores da vida real. Vivemos aprisionados dentro das nossas pequenas conquistas e, temerosos de sermos despojados delas por alguma catástrofe inesperada, precisamos nos assegurar. Precisamos?


Em geral costumamos ter uma boa imagem a nosso respeito. Acreditamos que queremos um mundo melhor e que do nosso modo estamos contribuindo para isso. Mas se olharmos ao redor, com honestidade, você não conseguirá ver o resultado de tanta boa vontade. O mundo não melhorou. Creio que estejamos errando o alvo. As pessoas ainda estão ficando doentes e mais. Estamos míopes em relação à vida. Uma visão equivocada da realidade, valores essenciais deteriorados que transformou-nos em animais ferozes; predadores vorazes na busca pelo alimento. Acotovelamo-nos em supermercados; furamos filas em pontos de ônibus cheios e escassos; espalhamos nossos ranços em qualquer canto ou pessoa que nos de uma brecha. Criamos o caos. Somos escravos do tempo, do dinheiro, de tantas coisas. Somos escravos de um sistema que não conseguimos mudar. Somos escravos de uma liberdade que acreditamos ter. Tantas escravidões.Estamos sofrendo de uma miopia crônica, não porque usemos óculos, mas pela dificuldade em olhar para o lado e perceber com clareza o mundo de loucura que criamos para viver. Fadados a andar em círculos, tentando vez ou outra, encontrar uma falha na roda para conseguir escapar dela. Alguns poucos conseguem, mas a maioria retorna pela pressão que os empurra de volta a ela. Ao sistema.Teremos mesmo mais 1000 anos no futuro para olhar para trás e não sentir saudades do tempo em que os rios espumavam como cachorros loucos? A humanidade terá tempo para nominar essa idade em que vivemos?A Idade da Loucura!

Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O PRESENTE QUE VEIO DO CÉU

Como na história do nascimento de Jesus, três reis magos vieram de longe seguindo uma estrela na busca do messias, trazendo presentes para o prometido. Aquele que iria mudar o mundo. Trazer a boa nova. O filho de Deus.

Quando nascemos uma estrela também brilhou, dando início a uma nova jornada. E nesse nascer, o Universo preparou-nos inúmeros presentes. Não foram somente três, os reis que nos visitaram, recebemos a visita de todo o Universo dentro de nós. Absorvemos, através do nosso primeiro ato de respirar, a energia que iria nos acompanhar por toda esta vida. Naquele momento, nos tornamos o centro, recebendo ao longo dos três primeiros meses de vida o roteiro de possibilidades; a nossa trajetória terrestre. Livre arbítrio e destino intrincadamente misturados.

Os três reis magos da nossa história poderiam ser muito bem representados pela Lua, pelo Sol e pelo ASCENDENTE no mapa Astral. Os pilares do mapa. A tríade que forma a nossa personalidade. O ser, o vir a ser e a sua manifestação no mundo.

No entanto, recebemos muito mais do que isso. O quadro cósmico que se desenhou naquele instante, e a todo o instante se desenha; encerra uma amplitude que nos é difícil conceber. Encerra segredos até para nós, acerca de nós mesmos. A dádiva do nascimento vem com uma proposta, e cada um deve descobrir a sua. Você decide como irá conduzir aquilo que recebeu.

Existem maravilhas a serem descobertas. Disponha-se a isso. Acredite! Não se deixe levar pela crença de que os milagres ocorrem de fonte externa e misteriosa. Tudo vem de você e a você irá retornar. Não deixe a pessoa mais importante da sua vida escapar por entre os seus dedos: VOCÊ.

Aprenda a conhecer e a utilizar aquilo que recebeu; os talentos que adquiriu. Para isso, você deve se reportar ao dentro de você. No princípio onde tudo se encerra.

Empreenda essa viagem. A mais importante da sua vida. Enfrente o seu maior desafio: VOCÊ. Essa viagem ao interior, o centro da terra/matéria de que somos feitos, onde reside o que você é. Viaje pela mente, mas deixe-se tocar pelo coração. Conheça a morada do seu ser, vasculhe cada cômodo, os quartos, o sótão e, principalmente o porão. É ali, onde geralmente encontrarmos os elementos de maior transformação. Enfrentar o nosso porão (simbólico) é promover o crescimento, na medida em que reconhecemos nossos medos. Conhecer o que nos paralisa, destrava os pontos que nos impedem de prosperar.

Siga! Abra a porta, entre e acenda a luz.

Sua viagem está apenas começando.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional




domingo, 24 de agosto de 2008

Fazendo a diferença




Entre um texto e outro, brincando com as palavras, resolvi que deveria criar um blog, mas daí me veio uma pergunta: Qual seria a minha proposta? Propagar as minhas ideias? Provavelmente! Afinal é o que todo mundo está fazendo, entre outras coisas, não é mesmo? De qualquer forma, antes de fazê-lo, resolvi pegar minha “malinha” e seguir viagem. Uma viagem pelo mundo dos blogs. Lá fui eu...

Viagem rápida e econômica, sem despesas adicionais. E em cada visita, um mundo novo, cheio de outros mundos para conhecer. Impossível absorver tudo. Um universo diferente em cada página. Gente como eu, de todos os cantos do planeta. Pessoas reais e imaginárias, vivendo no planeta web. A grande babel tecnológica. Cada um a seu modo, falando na sua língua o que pensa do mundo; o que pensa de si; o que não pensa. E pudesse eu entender todas as línguas, para compreender um pouco desses pedacinhos de universo que habita entre chips e fibras óticas. Arte e poesia virtual. VIDA! A obra prima de nossos pais. Eu e você. Cada um expressando o que tem de seu e, mesmo que seja apenas um personagem, ainda assim o eu, expresso “entrelinhas”. Porque SER não é uma tarefa das mais fáceis. A maioria de nós tem, em algum grau, certa dificuldade em ver claramente o reflexo no espelho da alma. Temo dizer que mesmo os mais seguros, tem lá escondido no armário, a sua parcela que não vem à tona. Talvez porque parte das nossas vidas passamos tentando ser o que não somos, e a outra parte, tentando entender o que nos tornamos. E bem ou mal, nos moldamos a sociedade que escolhemos ou não, para viver. Essa sociedade, soma dos “EUS” de todos nós, uma identidade coletiva se formando e transformando a cada dia. E nessa coletividade, às vezes nos perdemos; deixando de dar espaço para que o Eu possa se esticar, ampliar, crescer, multiplicar. Deixar fluir a luz e a sombra; permitir que se alternem dentro de nós na grande dança do Cosmos. O “TAO.” 

Na volta da viagem me veio a pergunta mais uma vez. Qual a proposta do meu blog? Bem, tentarei ser o mais “meu jeito” possível. Algumas coisas não requerem projetos intrincados e nem muito planejamento. O simples é sempre o melhor caminho. Desde que se tenha uma meta. É provável que eu não fale nada novo, apenas o velho com as minhas próprias palavras. Porque talvez a própria vida seja assim, uma eterna reciclagem com os nossos acréscimos. E vou trilhar esse universo virtual, e permitir que surja, na medida em que for avançando, a minha identidade. O meu EUBLOG, ou seria melhor “BLOGEU”. Apenas sei que quero fazer diferença, neste planeta azul, entre o planeta do amor (Vênus) e o planeta da guerra (Marte) que eu escolhi pra viver, chamado TERRA. E um blog pode ser um bom começo.


Por Rosana Sidom - Astróloga e Terapeuta Vibracional